Citas democrática

[2005] Domenico Losurdo - Marx, a tradição liberal e a construção histórica do conceito universal de homem

2020.06.27 15:10 AntonioMachado [2005] Domenico Losurdo - Marx, a tradição liberal e a construção histórica do conceito universal de homem

Artigo: http://www4.pucsp.bneils/downloads/v13_14_losurdo.pdf
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2020.05.31 18:06 AuriTheMoonFae Decano do Supremo cita Hitler e alerta para uma intervenção militar iminente: "É preciso resistir à destruição da Ordem Democrática"

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2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2020.03.25 14:40 williambotter Bolsonaro reitera crítica a restrições por coronavírus e cita possível ameaça à normalidade democrática

Bolsonaro reitera crítica a restrições por coronavírus e cita possível ameaça à normalidade democrática submitted by williambotter to brasilnoticias [link] [comments]


2019.12.11 05:50 alforo_ Duro aviso de la Comisión Europea a España en un informe sobre restricción del derecho de reunión

La Comisaria del Consejo de Europa para los Derechos Humanos, Dunja Mijatovic, ha alertado en un informe hecho público hoy sobre las restricciones que se está imponiendo en algunos países a la libertad de reunión y manifestación. Advierte contra las sanciones penales a organizadores y participantes en manifestaciones pacíficas, contra la restricción en el acceso a sitios web y redes que ofrecen información sobre las protestas, o contra la violencia en la represión por parte de los cuerpos policiales así como sobre el uso instrumentos como las pelotas de goma. Mijatovic se refiere a situaciones registradas en países como Rusia, Polonia y Turquía, pero también a España y Francia.
La comisaria cita España cuando advierte que diferentes estados han adoptado leyes que podrían comportar «restricciones desproporcionadas del derecho de libertad de reunión pacífica«, que algunas de estas normas convierten comportamientos comunes, como fotografíar a policías o la resistencia pacífica, en delitos sancionables. Señala en este punto, como ejemplo la Ley de Seguridad Ciudadana que permite en España la persecución por incidentes menores o por resistencia o desobediencia a la policía, además de imponer cuantiosas multas.
Mijatovic, que a lo largo del texto advierte también contra la prohibición de organizar manifestaciones en determinados espacios, como ante parlamentos o edificios gubernamentales, recuerda en el informe que ya hizo llegar una carta de advertencia al Parlamento español el año pasado.
Previamente, la comisaria alerta en el informe que en Francia y España las nuevas leyes «endurecen la legislación» contra la convocatoria de concentraciones no notificadas. La comisaria advierte que tanto la Comisión de Venecia como las directrices de la OSCE dejan claro que «no es necesario en virtud del derecho internacional» obligar a notificar previamente las concentraciones, que esta notificación tiene que servir en todo caso para facilitar la reunión y nunca tiene que convertirse en un procedimiento de autorización previa.
También se refiere a España en referencia a la preocupación por el uso excesivo de la fuerza por parte de la policía, junto con Azerbaiyán, Francia, Georgia y Rusia. Advierte que la obligación de la policía es facilitar las manifestaciones y proteger a los manifestantes, además de contener posibles incidentes. Para hacerlo posible, la policía tiene que aplicar los principios de minimización de daños y preservar a las personas. «Desdichadamente se siguen reportando muchos casos de uso desproporcionado de la fuerza contra manifestantes pacíficos, incluyendo golpes a los manifestantes y el uso de técnicas de contención de multitudes que pueden poner en riesgo su seguridad», añade.
En este punto, alerta contra de dispositivos utilizados por los antidisturbios, en particular contra las pelotas de goma debido al riesgo que pueden representar para manifestantes pacíficos. En el capítulo de propuestas advierte además que no se puede tolerar la impunidad en el excesivo uso de la fuerza por parte de la policía, que tienen que ser adecuadamente investigado y sancionado, por lo cual los agentes tienen que estar claramente identificados durante las actuaciones. Asimismo, reclama también las condiciones de trabajo y formación adecuadas para estos cuerpos policiales.
La comisaria subraya igualmente de la necesidad de garantizar la seguridad de periodistas y observadores.
En términos generales, advierte que una manifestación pacífica no puede estar en principio sujeta a amenaza de sanciones penales. «No obstante, en algunos países, se han impuesto sanciones penales a los organizadores o participantes de manifestaciones pacíficas. Estas sanciones, junto con sanciones innecesarias o desproporcionadamente severas impuestas por actos cometidos durante las asambleas, constituyen violaciones al derecho a la libertad de reunión», alerta.
Cita de manera particular, lo que describe como concentraciones espontáneas sin notificar -«a menudo en respuesta a hechos que requieren una reacción inmediata»-, que se ven impulsadas por las redes sociales, y que, según subraya, tienen que ser protegidas como otras formas de reunión en vez de dispersarlas y prohibirlas.
Asimismo, alerta en el informe que «en algunos países se ha restringido el acceso a sitios web o redes sociales» que ofrecen información sobre las protestas, lo cual es posible que «infrinjan el derecho de reunión pacífica».
El informe advierte que las restricciones en este ámbito tienen que ser «muy limitadas» para no erosionar el derecho a la manifestación, tienen que estar prescritas por ley y perseguir un objetivo legítimo como la prevención del desorden o la protección de los derechos y libertades de terceros, y que, además, tiene que ser «proporcionada».
Asimismo, alerta que la restricción a la reunión pacífica no puede obedecer al objetivo de que los manifestantes defienden, aunque se trate de críticas a las autoridades, la contestación de la orden establecido por medios pacíficos o puntos de vista impopulares, ofensivos o impactantes para otros.
La comisaria advierte que las manifestaciones son una vía para que los ciudadanos demuestren su compromiso con los debates públicos y los problemas políticos y que proteger el derecho a la libertad de reunión pacífica es clave para la buena salud democrática de las sociedades.

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2019.10.27 13:16 Subversivo-Maldito No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]

No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]
En este debate, el "Quijano-Trevijano" dice cosas por las que, o bien es tildado de "loco", o bien, es motivo de "risa condescendiente": ¡Hombre, Antonio, no te pases..." (dicho, entre risas, y, con cara de que "este tío está loco")......!
En el debate, Antonio García Trevijano expone y debate con otros contertulios en el mítico programa LA CLAVE, dirigido por José Luis Balbín...En su repetición del 1 de noviembre de 1991 se tratan temas ( sobre la verdadera o falsa democracia, las causas de la transición, la corrupción y las Formas de Estado y Gobierno ) que nos ayudan a comprender mejor la situación actual por la que atravesamos.
Resumo algunas de las intervenciones de Trevijano [Tercera Parte]:
Los INTELECTUALES tienen muy poco poder en España ya que el raciocinio ha dejado de ser un instrumento para la acción política...La política la mueven las pasiones no el raciocinio...El poder político es pasional...y son las ambiciones y los intereses los que mueven la política...En este contexto al ARTE DE LA RAZÓN solamente le quedaría el intentar descubrir que tipo de ambiciones podrían CAMINAR AL SERVICIO DE LA RAZÓN...con el objeto de MEJORAR la vida de la gente...
Es necesario crear en nuestro País una OPINIÓN AUTÓNOMA que venga no de arriba hacia abajo, sino de abajo hacia arriba...Lo que sucede es que, desde la Transición, la opinión viene de arriba hacia abajo...Por ello, no existe opinión pública autónoma en España...Y es que mientras la PRENSA sea controlada, por los poderes económicos, es muy dificil esperar cambios que puedan beneficiar a la democracia...En estos momentos sería necesaria una prensa dedicada a la formación de una hegemonía cultural...
El Pueblo Español tampoco supo estar a la altura de los acontecimientos durante la Transición...En los primeros momentos se dejó seducir por un tipo de "Demagogia Obrera" en dónde la "Oligocracia" parecía atacar a los empresarios, lo que motivó muchas veces huelgas y reivindicaciones imposibles que no hicieron más que bajar la producción...Se utilizó también la "Demagogia Popular" hablando de "madurez del pueblo", así como de su gran "preparación democrática", cuando, en realidad, era un auténtido analfabeto en cuestiones democráticas después de muchos años de dictadura...Pero interesaba halagar a los que irían a votar en unas listas ya prefabricadas...Ramón Tamames aprovecha, de nuevo, la ocasión y, al "rebufo" cita como ejemplo de estulticia popular el Referendum de la OTAN en dónde, 5 días antes ganaba en las encuestas el NO, y, 5 días después ganó el SI... Según Tamames todo ello se debió a la utilización del miedo y la coacción en los medios de información para manipular el voto popular...
[Fuente: https://youtu.be/vcQ-ia2RY54]
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2019.08.06 16:42 bujiastorch Frase Bujías Torch. Hoy, del pintor francés, Jean-Pierre Sergent

Frase Bujías Torch. Hoy, del pintor francés, Jean-Pierre Sergent

https://preview.redd.it/by1rmpfpbue31.png?width=1080&format=png&auto=webp&s=5b77da84d88bc21a328f314933f0863f1c45bf44
Amigos, para todos ustedes #FelizMartes.
Amigos, hoy se cumplen 74 años del ataque nuclear sobre la ciudad japonesa de Hiroshima. La bomba de uranio ‘Little Boy’ fue lanzada por el avión Enola Gay sobre la ciudad japonesa de Hiroshima. El artefacto, siendo el primero en ser lanzado sobre una ciudad de la historia, causó la muerte de entre 100.000 y 160.000 personas y destruyó la ciudad hasta los cimientos.
Recordamos hoy el nacimiento de quien fuera poeta, escritor, abogado, humorista y político venezolano, Andrés Eloy Blanco. Nació en Cumaná (Edo. Sucre) el 6 de agosto de 1896 y murió en Ciudad de México el 21 de mayo de 1955. Importante poeta venezolano, miembro de la "Generación del 28" y fundador del Partido Acción Democrática (AD).
Nos gustaría poder compartir una frase acerca del éxito, del pintor francés Jean-Pierre Sergent.
“El éxito no se logra solo con cualidades especiales. Es sobre todo un trabajo de constancia, de método y de organización.”
#BujiasTorch #JeanPierreSergent #Hiroshima #AndrésEloyBlanco #LittleBoy #Éxito #EnolaGay #Frases #Escritos #Citas #Quotes #Venezuela
https://www.instagram.com/bujiastorch/
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2019.07.19 20:43 Jgregf [Tramite] VRD desde Bogota / Colombia

En vista de la poca información que hay sobre el tramite de la Visa de Responsabilidad democrática de Chile en otro lado que no sea Venezuela y básicamente si vas a una institución acá en Colombia no saben que decirte por ser el proceso muy nuevo, pues me he dado la tarea de recopilar la información de como recaudar cada unos de los requisitos para iniciar el tramite.
Requisitos:
  1. Pasaporte Vigente o vencido (Si esta vencido tiene que tener fecha de expedición del 2013)
  2. PEP (Permiso especial de Permanencia) Documento expedido en Colombia que le otorga al Venezolano cierta legalidad.
  3. Certificado de Antecedentes Penales emitido por el Ministerio del Poder Popular para las Relaciones Interiores de Justicia y Paz (MPPRIJP) debidamente apostillado, con un máximo de 90 días al momento de ingresar la solicitud al Sistema de Atención Consular Ciudadanos. Se exceptúan los menores de edad.
  4. Certificado de Antecedentes Penales, emitido por la entidad pertinente del país donde realiza la postulación, debidamente apostillado, con menos de 60 días de antigüedad. Se exceptúan los menores de edad.
  5. Fotografía 5 x 5 (tamaño pasaporte) con fondo blanco, con la cara de frente y en que el rostro completo, de comienzo de la cabeza al mentón, sea 3/4 del espacio de la foto.
  6. 30$ USD costo del estampado de la visa en el consulado.

  • Pongo 30$ que ese es el precio del estampado, pero deben considerar que la apostilla de Colombia tiene un costo de $31.000 COP.
Certificados de antecedentes penales de Venezuela
No me concentraré en este punto ya que hay un post con toda la información para realizar dicho tramite el cual se realiza en el siguiente link: Antecedentes Penales Venezolanos
Solo les diré las siguientes recomendaciones y puntos importantes del proceso.
  • Ingresar el día que te corresponda según tu numero de cédula a las 12am (MEDIANOCHE - Hora de Venezuela) y hacer el tramite, recuerda que el sistema permite 7.000 tramites por dia una vez alcanzado ese limite ya no te permitira realizar la solicitud asi no hayas iniciado ninguno.
  • El certificado actualmente es expedido de forma inmediata.
Apostillar Antecedentes Penales Venezolanos
Actualmente los tramites para este parte han mejorado mucho ya que anterior mente era un caos, madrugadas sin dormir para cazar una cita o iniciar sesión.
Debemos registrarnos según el día que nos corresponda e igualmente iniciar sesión en el siguiente link: Sistema Legalizacion y Apostilla Electrónica

Terminal de Cédula Día
0 y 1 Lunes
2 y 3 Martes
4 y 5 Miercoles
6 y 7 Jueves
8 y 9 Viernes
0, 1, 2, 3, 4 Sabado
5, 6, 7, 8, 9 Domingo

Una vez agregado el documento, la apostilla electrónica de los antecedentes penales llegará a nuestro correo a los pocos días, en mi caso duró 7 días hábiles en llegarme el correo con la apostilla.
  • La apostilla electrónica de los antecedentes debe realizarse después de 3 días de que el sistema haya expedido sus antecedentes ya que el sistema de apostilla no te permitirá realizar el tramite pues te indicará que no ha podido comprobar el código ya que no está cargado a la base de datos.

Ejemplo: Si solicitaste tus antecedentes el viernes, y el sábado quieres apostillarlos, no podrás continuar con la apostilla electrónica pues te arrojará que en caso de continuar el proceso el sistema te asignará una cita con fecha para que entregues el documento en fisico. Por lo que deberás esperar hasta el lunes.
Certificados de antecedentes penales de Colombia
Luego de enviar diferentes correos al ministerio de relaciones de Colombia, esta fue su respuesta.

Para los ciudadanos extranjeros la Policía Nacional de Colombia expide una constancia de antecedentes, para lo cual debe allegar los siguientes documentos escaneados en Formato PDF al correo [[email protected]](mailto:[email protected])
  1. • Fotocopia de la cédula de extranjería o PEP expedida por Migración Colombia vigente, de no tenerla deberá adjuntar visa de turista y sellos de entrada y salida de Colombia.
  2. • Fotocopia del pasaporte de su nacionalidad con los datos biográficos.
  3. • Una carta dirigida a la Policía Nacional, firmada por el interesado, especificando nacionalidad, número de cédula de extranjería y pasaporte, correo electrónico personal y número de contacto, en dicho documento solicitara la expedición de una constancia de antecedentes, indicando para qué y para donde va dirigida.
- Una vez lleguen estos documentos, se verifican los antecedentes, se elabora la constancia de antecedentes y se envía escaneada de diez (10) a quince (15) días hábiles.
- Debe tener en cuenta que para los extranjeros no se realizan inclusiones ni correcciones en la base de datos de la Policía Nacional.
Apostillar Antecedentes Penales Colombianos (COSTO $31.000 COP)

Una vez recibido la Constancia de Antecedentes Penales Colombianos podremos realizar el trámite de apostilla o legalización en línea por la página web de Cancillería, escogiendo la opción de OTROS DOCUMENTOS y siguiendo cada unos de los pasos.
Medios de pago en Colombia: Nota: Realice el pago de su solicitud el mismo día en que generó el número de solicitud (inicia con los números 0700…) o, la referencia única de pago.
• Sucursales del Banco GNB Sudameris ver en: http://www.gnbsudameris.com.co/oficinas-horarios.php a nivel nacional. • Red de cajeros automáticos de SERVIBANCA.
• Pago por PSE, para lo cual debe contar con una cuenta activa en Colombia, habilitada por la respectiva entidad financiera con el servicio para pagos electrónicos.

Visa de Responsabilidad Democrática de Chile
El link para realizar el tramite es el siguiente: Sistema de atencion Consular
Rellenar cada uno de los campos correspondiente, una vez realizado el tramite el sistema te enviará un correo electrónico informando respecto de la aprobación o no del proceso de su solicitud. Sólo en caso de que sea aprobada, deberá efectuar el pago de la Visa.

Recuerda que en consulado de Chile esta ubicado en la siguiente dirección: Calle 100 # 11b 46, Bogotá
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2019.06.24 16:16 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercer: Causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos:
  1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201
  2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
  2. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
  3. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.06.24 16:15 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercero: causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos: 1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201 2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
    1. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
    2. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.05.28 15:37 spastorm20 Nicolás Maduro aspira encontrar soluciones democráticas y pacíficas en cita con opositores en Oslo

Nicolás Maduro aspira encontrar soluciones democráticas y pacíficas en cita con opositores en Oslo submitted by spastorm20 to EcuadorNoticias [link] [comments]


2019.05.22 03:46 IwasT Ideas de emigrar y dudas.

Epale, buenas noches, les vengo con una idea que ae me ocurrió recién y aún no tengo todo claro pero es algo que quiero hacer, la cosa es que no sé si es posible o si es viable hacerlo.
Hace una semana me imprimieron el pasaporte, aún debo esperar alguito para tenerlo en mis manos pero ya con eso se me va el miedo de nunca salir de este país con pasaporte. Mi destino es principal es Chile porque mi hermana vive allá, por lo tanto, necesito tener la visa democrática para poder ir y quedarme. La cosa es que esta visa no se otorga rápidamente hasta dónde lo sé, he leído que dura de 6 a 12 meses, la única persona que conozco que se ha ido recién con la visa, esperó 8 meses para obtener la cita y tenerla.
No tengo claro cuánto tiempo tomaría obtener la cita en ir, pero pensé que si duraba algo más de 6 meses, si podría aprovechar esos meses e irme a Argentina con todo legal y trabajar allá. Está idea se me ocurrió porque tengo un amigo muy cercano que desde que se fue me dice que me vaya con él y él me da trabajo (aplicaciones de delivery hasta donde sé). He hablado con él y me ha dicho que puedo quedarme con el ayudándolo a pagar una vez trabaje y no hay problema, excelente pienso yo.
Las dudas que tengo son con el tiempo de espera para obtener el DNI para trabajar legalmente, he oído que duran meses, si es así, no vale la pena irme y sería mejor seguir pasando trabajo acá para no gastar dinero, también he oído que han cambiado el Proceso y ahora es más rápido y la precaria se obtiene en menos de un mes(?
La cosa es que eso no lo tengo claro, investigaré más para entender mejor eso. Pero quiero saber si al pagar y pedir la cita para visa democrática, puedo irme del país y volver sin algún problema al momento de obtener la fecha de la cita?
Aprecio sus comentarios y opiniones sobre esto, ¿qué harían ustedes en este caso? muchas gracias.
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2019.01.21 11:08 Surynorte Chile: José Antonio Kast, el Bolsonaro chileno que lidera las encuestas presidenciales ... La Extrema Derecha de Chile conquista espacio político gracias a la influencia de Brasil y al auge de los movimientos ultra en todo el mundo ... Férreo defensor de la dictadura de Pinochet ...xPUB

iiiCOMPAÑEROS CHILENOS, "PINOCHISMO" NUNCA MAS!!!
"Kast, que cumplió 53 años el viernes, no es un personaje político nuevo en Chile: fue concejal de uno de los municipios de la Región Metropolitana durante cuatro años, ejerció de secretario general del partido conservador Unión Democrática Independiente (UDI), que integra el ala más radical de la coalición de derecha que gobierna, y fue diputado durante 16 años.
Su popularidad ha aumentado exponencialmente con la llegada al poder del ex militar Jair Bolsonaro en Brasil y el auge de la ultraderecha a nivel mundial. De hecho, después de la primera vuelta de las elecciones brasileñas, en octubre pasado, el chileno viajó hasta el país vecino para entregar su apoyo al entonces candidato por el Partido Social Liberal (PSL). Después de la cita, aseguró que si Bolsonaro saliera electo como presidente de Brasil, a Chile le iría "muy bien""
https://www.publico.es/internacional/chile-jose-antonio-kast-bolsonaro-chileno-lidera-encuestas-presidenciales.html
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2018.12.28 14:17 Nek2g [SERIO] Ayuda sobre VRD de Chile y mi papá

Bueno, después de una larga espera (casi 6 meses) por fin le dieron cita a mi papá para pedir la Visa de Responsabilidad Democrática el mes de febrero.
Yo en la medida de mis posibilidades logré apostillarle varios documentos (Partida de nacimiento, títulos universitarios, antecedentes penales, licencia de conducir). Quería pedir consejos sobre lo que sea, ya que en mi familia tenemos absolutamente cero experiencia en emigrar, ya sea sobre alquiler (Costos, ubicación), transporte y especialmente sobre la posibilidad que tenga de conseguir trabajo una vez llegue allá, él tiene 55 años y posee varios títulos (Contador, Administración e Ingeniería), además de ser auditor con certificaciones internacionales (CISM), pero no sé si sea como aquí que conseguir un trabajo se vea afectado por la edad que tengas.
Cualquier consejo que puedan darnos lo apreciaré muchísimo ya que una vez le den la VRD, tiene que entrar a Chile en 90 días o queda anulado el documento.
Gracias!
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2018.07.22 17:37 patacoin Duda sobre la Visa de Responsabilidad Democrática

¿Puedo solicitar la visa de Responsabilidad Democrática faltando una semana para que se cumpla el plazo de antelación de los 18 meses antes de que se expire mi prórroga de pasaporte? O al momento de la cita también se debe cumplir este requisito?
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2018.04.19 16:53 mudejar NO HAY CONFUSION POSIBLE: LA CLAVE POLITICA ESTA MUY CLARA EN EL FAMOSO BORRADOR(?) DE BESCANSA (Y ERREJON?) (PARTE I )

Los medios y las personas interesados en poner los debates al nivel del programa de Ana Rosa Quintana,han colocado el acento en todos los detalles menores: como se filtró el documento,en si se trataba de un borrador o si en las conversaciones previas Errejón solo planteó una oferta de vicecandidata a Bescansa.....nada que pueda interesar seriamente a los inscritos en Podemos o militantes de las confluencias. El verdadero disparate político está en el propio texto, muy claro, a la vista de todos y debe ser a mi juicio concienzudamente analizado por la dirección y las bases para tomar las decisiones que correspondan.
EL CONTENIDO DEL DOCUMENTO:
Los errores de bulto del análisis de la situación comienza en la cabecera introductoria. De forma nítida se parte de las elecciones del 26J de 2016 para proponer un punto de inflexión de una deriva política a la baja, un praxis política errónea que llega a nuestros días y de la cual, explícitamente, unos párrafos mas abajo se acusa a la Dirección estatal de Podemos. Nada mas lejos de un análisis objetivo. Se oculta deliberadamente que la campaña del 26 J fue diseñada por Íñigo Errejón y la parada en seco del crecimiento electoral se debió más a la penosa escena de Pablo Iglesias, impostando en el debate de los candidatos un " Pedro nosotros no somos el enemigo", que resumía la renuncia a una labor de pedagogía política hacia las clases trabajadores de quienes( PP,PSOE,Cs,PD Cat, CCOO y UGT) estaban remando a favor de la restauración borbónica y el IBEX, contra los deseos de cambio expresados en el estallido del 15M. Otros falseamientos de la realidad no pueden ocultar hacia donde se dirige el análisis.Se afirma que la crisis de Estado con Catalunya ha borrado de las agendas los necesarios cambios sociales y políticos,eludiendo la verdad. Y es que la crisis de Estado con Catalunya comenzó años antes, cuando a instancias del PP y con el apoyo del PSOE, el Tribunal Constitucional impuso de manera ilegal e ilegítima un recorte radical al estatuto de Autonomía que previamente habían aprobado las Cortes Españolas y el Parlamento Catalán, representantes democráticos de de la soberanía popular y por ello situados por encima de la Constitución, del Gobierno y de la Monarquía. Todo lo que ha venido después es la consecuencia natural de aquellos acontecimientos.Se obvia lo que para cualquier analista no ideologizado,la movilización masiva del 1/O se debió tanto al rechazo de la población ( no hablo de los dirigentes políticos del procés) de las políticas de recentralización de los Partidos Estatalesy su ataque a las Autonomías, como al profundo malestar social larvado y generado por las políticas neoliberales implementadas por el PP y los llamados partidos Constitucionalistas. La ausencia de pedagogía en la población trabajadora (llamemos así al conglomerados de clases y sectores sociales potenciales impulsores del cambio) de un relato distinto a la pretendida recuperación económica, es otros de los factores clave que no aparecen en los análisis del documento. Y no es una ausencia menor. Parece que se ha comprado el relato del cambio para hablar solo de la corrupción, cuando la corrupción es inherente al proceso de salida de la crisis y no su causa. Se ha dejado creer a los sectores mas golpeados por esta fase del neoliberalismo que tarde o temprano los beneficios de la recuperación les acabarán alcanzando. No se ha dicho con claridad que la desposesión de millones de trabajadores no es una coyuntura, sino el destino del proceso neoliberal. La ausencia de este relato y la moderación de las demandas sociales, son la verdadera razón de la atonía que comenzó con el fiasco del 26 J. Se dice en el documento que Podemos está hoy en una periferia política (una alusión al infierno de la marginalidad),obviando que este proceso es el resultado del progresivo descafeinamiento de las reivindicaciones en defensa de los desposeídos ( renta básica universal, recuperación de los derechos laborales, blindaje de pensiones, revisión de la deuda, devolución de los créditos a la banca etc). ¿No da que pensar que el crecimiento exponencial de podemos en sus inicios tenga que ver con la radicalidad ( en el sentido de la rotundidad) de sus compromisos con los castigados de la crisis? Vista la preocupación de los autores del documento por las clases medias ¿ No será que precisamente la rebaja de firmeza del compromiso con los mas desposeídos y la política de contemporización con las élites del PSOE la que ha hecho dudar a las clases medias de la solución democrática a la crisis del estado y el flirteo actual de esta "clase social" con Cs?. Dice mas adelante el documento que las citas electorales de 2019 son un espacio de "competición". Falso. No es una competición para lo que hay que preparar a la militancia y a la gente , sino para una confrontación, y esta confrontación en el terreno electoral no es el espacio, sino uno de los espacios en los que va a continuar esta confrontación.El uso de estos conceptos no es ingenuo ni casual. No hay carrera electoral, hay un territorio de lucha frontal en el plano electoral y decenas de otros territorios organizativos ( sindicatos, asociaciones,etc) donde la guerra, como dijo el multimillonario Soros, se sigue librando y la vamos perdiendo.
II PARTE: ACUERDOS DE LOS CANDIDATOS
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2017.09.15 12:09 racortmen Desfascistizar la simiocracia en Caspaña, también llamada Españistan.

Desfascistizar la democracia en España.
http://www.diariodemallorca.es/opinion/2014/10/15/desfascistizar-democracia-caspana/968875.html#.WvF3wthS50i6arI
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La democracia en Caspaña ( Antoni Aguiló )
Caspaña es un reino naranjero del sur de Europa donde la Virgen del Rocío intercede en la salida de la crisis (Fátima Báñez), los jóvenes emigran por su "impulso aventurero" (Marina del Corral) y princesitas de ocho años tienen derecho a sustanciosos sueldos públicos. Entre otros logros, tiene el mérito de pasear por el mundo una de las marcas europeas líderes en paro juvenil, fracaso escolar, hambre infantil y desahucios, así como de haber registrado el primer contagio por ébola fuera de África.
Caspaña tiene una historia reciente atravesada por dictaduras y cuartelazos. La cultura de la Transición enseña que entre 1977 y 1978 el país experimentó el tránsito a un régimen democrático, transformándose en una monarquía parlamentaria basada en la Constitución y la legitimidad ciudadana.
Sin embargo, la memoria oficial de la Transición olvida que el régimen de 1978 estableció una continuidad renovada con el fascismo. Hubo continuidad en determinadas costumbres y formas de tomar decisiones que nos legaron un régimen que metafóricamente puede llamarse fascismo electoral: un sistema de democracia representativa normalizado con partidos políticos y elecciones formales pero controlado por élites políticas y económicas para impedir el poder popular y llevar a cabo políticas de masacre social favorables a sus intereses: destrucción de la sanidad pública, mercantilización de la educación, privatización de la justicia, etc.
El fascismo electoral reviste formas muy distintas, pero en la Caspaña actual sus principales expresiones son:
Democracia electoral de bajísima intensidad
¿Por qué hasta hace poco el PP se empeñaba en convertir las elecciones municipales en un arma para liquidar el pluralismo político? ¿Cómo es posible que Susana Díaz gobierne en Andalucía sin el aval de las urnas? ¿Por qué el PSOE, que reivindica sus "hondas raíces republicanas", impide en sede parlamentaria un referéndum (ni siquiera consultivo) sobre la forma de Estado? La crisis ha dejado al descubierto la falsa democracia en la que vivimos: un régimen constitucional sin redistribución ni participación, que suprime derechos, donde la mayoría de los electos representa los intereses de las élites que mandan en el país, represivo y saturado de corrupción. Más de tres décadas de vigencia constitucional no sólo no han servido para garantizar derechos económicos y sociales esenciales como el trabajo, sino que además se han recortado y deteriorado.
Constitucionalismo desde arriba
La Transición nos legó una Constitución con una monarquía ligada a la dictadura y no sometida a la soberanía popular; con descendientes de las oligarquías franquistas y grupos afines en instituciones del Estado, consejos de Administración de grandes empresas, el poder judicial, etc.; con pactos de silencio para mantener cerradas viejas heridas históricas y no reconocer los horrores de la Guerra Civil; con un sistema político que contenía el germen de la degradación democrática que padecemos: representantes irrevocables, un sistema electoral tendente al bipartidismo, referéndums no vinculantes, rechazo del mandato imperativo, partidocracia, limitación de mecanismos de democracia directa, dogma de la "indisoluble unidad de la nación española", etc.
Suspensión constitucional
En la práctica, el fascismo electoral ha creado, por una parte, zonas de suspensión constitucional convirtiendo el articulado social de la Carta en letra muerta y, por otra, zonas de hipertrofia constitucional en lo que se refiere a la soberanía de los mercados. La reforma exprés del artículo 135, pactada con nocturnidad por el PP y el PSOE, significó un nuevo impulso del sistema neoliberal y deudocrático imperante, así como la sustitución de un régimen representativo basado en elecciones libres por una democracia tutelada en la que ambos partidos se comprometieron a adoptar la política de recortes como norma suprema.
Tutelaje bipartidista
El bipartidismo monárquico, que ha servido para fijar límites al progreso democrático y dar continuidad a los intereses del fascismo electoral, respondía a la aspiración franquista de que todo quedara "atado y bien atado". El turnismo PP-PSOE ha permitido tutelar un sistema para el que votar cada cuatro años es suficiente para hablar de democracia, convirtiendo lo electoral en una cárcel bipartidista que genera la ilusión gatopardiana de votar para que todo siga igual.
Las citas electorales de los próximos meses nos brindan una oportunidad histórica para combatir el fascismo electoral y sus expresiones. Desfascistizar la democracia quiere decir, en sentido amplio, situar la soberanía popular por encima de las fuerzas que desde tiempos remotos han gobernado el país: la oligarquía capitalista, la monarquía, el militarismo golpista y los altos estamentos eclesiásticos. Significa aprender la democracia más allá de las urnas, luchar contra su embrutecimiento diario, poner el campo institucional y electoral al servicio de las dinámicas de autoorganización popular y movilización social; y es, sobre todo, crear una cultura política que enfrente las nuevas formas de colonización, concentración de poderes y empobrecimiento con un programa audaz y renovado: democratizar, descolonizar y desmercantilizar.
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"ESPAÑISTAN, de la Burbuja Inmobiliaria a la Crisis by Aleix Salo"*
https://www.youtube.com/watch?v=WcbKHPBL5G8&feature=email
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''SIMIOCRACIA, o estamos gobernados por inútiles''
http://www.20minutos.es/noticia/1364255/0/simiocracia/nuevo-video/aleix-salo/
SIMIOCRACIA
http://www.youtube.com/watch?v=TfRSfF296js
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Por que Madrid tiene la deuda que tiene? gracias a Ruiz Gallardón, el hombre que amaba no a los caballos sino a las obras.
https://www.youtube.com/watch?v=fVzUo-JZkkA
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2017.09.14 11:39 albedrio PODEMOS : ¿ partido hispano-argentino?

Un Dante en la comedia separatista de Podemos
Albano Dante Fachín nació en Bahía Blanca, Argentina, el 22 de abril de 1976. Llegó a España a los 16 años, con sus padres y sus dos hermanos. No terminó los estudios que inició de Filología inglesa. Se le cita como periodista, pero es harto discutible. También se le sitúa como especialista en sanidad pública, aunque es difícil de entender qué significa tal titulación o referencia. Es tan radical que el 11 de septiembre no se sumó al acto de los Comunes en Santa Coloma de Gramanet, sino que celebró el suyo propio delante de la Bolsa de Barcelona. Como si fuera un hijo de los Pujol o un Roca o un miembro de las élites catalanas, declara: “me entristece ver tan vivo el ánimo de dirigir Cataluña desde Madrid”. Reproche al centralismo de…Juan Carlos Monedero y Pablo Iglesias.
En términos coloquiales, no tenía dónde caerse muerto hasta que accedió como diputado de Catalunya Sí Que es Pot al Parlamento autonómico. Aspira a una “república catalana con más justicia social y sin corrupción” y considera el 1-0 como “la capacidad de las calles para cambiar las cosas“. Al portavoz de su grupo, Joan Coscubiela, por su intervención en el Parlament sobre las formas usadas para aprobar la Ley de Transitoriedad, le ha acusado de “mentir” y de “prácticas antidemocráticas“.
Habría que recurrir a Freud…
En su inicio, el 15 M, en Cataluña, pretendía incidir en lo social, frente a lo nacional, de cualquier signo. Fueron los primeros en rodear una sede parlamentaria: el Parlamento catalán. Todo esto se ha olvidado, se ha venido abajo. Los argentinos son los que se han mostrado más radicales a la hora de reorientar el 15 M hacia el separatismo. Habría que, seguramente, recurrir a Freud para entender este proceso de asimilación al secesionismo y de demolición de la unidad de España, a la que, sin ningún agradecimiento, parecen odiar sin medida.
Otro de estos radicales argentinos que han venido para ir contra España es Gerardo Pisarello Prados. Es famosa la imagen en el balcón del Ayuntamiento tratando de arrebatar la bandera de España hacia la que muestra una completa inquina. Gerardo es hijo del abogado Ángel Gerardo Pisarello, miembro de la Unión Cívica Radical, desaparecido durante la dictadura militar argentina. Vive en Barcelona desde 2001; catorce años después pasa a ser teniente de alcalde y concejal de Trabajo, Economía y Planificación del Ayuntamiento de Barcelona. Es un firme partidario del referéndum, cuya intencionalidad manipula de manera grosera, pues lo identifica como una especie de voto de castigo al PP. Ha hecho público que votará un “sí crítico” contra “el autoritarismo del PP“, de modo que “las fuerzas del cambio cometerían un grave error si no se levantan contra el PP y sus ataques a las reivindicaciones democráticas de autogobierno”.
Pablo Echenique. /Foto: arainfo.org. El de la minga con la matraca de la plurinacionalidad
Bien, podría argumentarse que estos argentinos recalaron en Cataluña, concretamente en Barcelona, y se han identificado con la causa separatista, pero no es el caso de Pablo Echenique Robba, nacido en Rosario, el 28 de agosto de 1978. Llegó a Zaragoza cuando tenía 13 años, con su madre Irma y su hermana Analía. Uno de los motivos, era conseguir para él, dada su enfermedad hereditaria y degenerativa, mayor oportunidades. Y las obtuvo: es doctor en Ciencias Físicas por la Universidad de Zaragoza. Entró en Podemos por el Círculo Discapacidad. Fue elegido eurodiputado en 2014 y actualmente es diputado en las Cortes de Aragón. Es secretario general de Podemos en Aragón y secretario de organización de Podemos en España. ¿Qué ha aportado a la nación que le ha tratado tan bien? Odio y defraudación. En junio de este año, fue multado por la Inspección de Trabajo y Seguridad Social por contratación irregular -en negro, sin darle de alta- de su asistente personal. Su esposa, la venezolana María Alejandra Nelo Bazán, Maríale, puso en un diálogo interno de Podemos: “yo puedo pedir pasta a Venezuela, que tiene mucha”, Una adelantada y una corrupta mental.
Echenique no se recata en mostrar su odio a España y en mostrar su apoyo a los planes sediciosos: “La plurinacionalidad no es un discurso, es una realidad que se impone”.
Podemos, partido hispanoargentino y antiespañol
Podemos es, por méritos evidentes, el partido hispanoargentino, por donde han entrado en política los hispanoargentinos radicales que exhiben un alto grado de frustración personal y vetas muy virulentas de odio a España. Todos ellos tienen establecida una competición para ver cuál es más separatista y cuál resulta más nocivo para la unidad de España. Ninguno tiene el mínimo agradecimiento lógico en quien ha sido acogido. Podría decirse que son un fallo sistémico de la política migratoria y que hubiera sido mucho mejor que se quedaran en Argentina.
Otra cuestión es qué van a decir, cómo se van a presentar los de Podemos en, por ejemplo, San Fernando de Henares, Leganés, Murcia, Alicante o el propio Madrid. Hoy Podemos, en su empanada mental, es ya claramente un partido antiespañol......Es el primer caso en los anales que inmigrantes acogidos por una nación se dedican a demolerla. Nada semejante hicieron los españoles cuando emigraron. No se conoce el caso de alguien que planteara la secesión de Baviera, por ejemplo. Podemos, que puede ser descrito como un partido hispanoargentino, se está dedicando, con los argentinos en cabeza, a aplicar la piqueta en la unidad de España. Entre ellos, hay una especie de competencia para ver quien es más radical y destructivo.......
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2017.08.31 13:20 JulianAG El Ejército de Tierra es golpista

En la efeméride de la Orden correspondiente al día 18 del pasado julio de la unidad Agrupación Logística Nº 6 del Ejército de Tierra sobre el golpe de Estado que el mismo había perpetrado ochenta y un años antes se constatan inconsistencias, que debían ser puestas en conocimiento del Jefe militar que autorizó su publicación mediante una carta nominal, motivo por el cual solicité a dicho ejército su identidad; pero del mismo recibí la callada por respuesta y, en consecuencia, se la dirigí como carta abierta (1).
Y con posterioridad a ello, su correspondiente Departamento de Comunicación me denegó tal solicitud argumentando que se trataba de un “dato personal” sometido a la normativa vigente y que el Ejército de Tierra ya había dado a conocer su “postura oficial” al respecto a los medios de comunicación y “a través de una pregunta de control parlamentaria”. Para ponderar tal denegación, repliqué preguntando no solo qué "normativa vigente" considera que la identidad del jefe de una unidad militar sea un "dato personal", sino también cómo podría consultar la aludida “postura oficial”, sin que hasta el momento haya recibido respuesta de dicho departamento castrense.
La publicación castrense de dicha efeméride suscitó varios comentarios, entre los que cabe reseñar el del general retirado del Ejército del Aire José Julio Rodríguez Fernández, porque ha desempeñado el cargo de Jefe del Estado Mayor de la Defensa -JEMAD- y en la actualidad es un militante destacado de PODEMOS que cuenta con la consideración de su dirigencia; y como tal expresa en un tweet su escepticismo por la publicación castrense de la susodicha efeméride y de la misma opina que supone que “vamos p’atrás”. El Ejército de Tierra respondió a dicho tweet con otro en el que se plantea tres preguntas y las contesta lacónicamente: «Hemos publicado esa efeméride? Sí. Ha sido un error? También. Pedimos disculpas? Por supuesto»; sin embargo, en este tweet el Ejército de Tierra omite pronunciarse acerca de la opinión de quien fuera su JEMAD.
Pero, según el diario ABC (2), dicho ejército, tras una “investigación interna” exprés, comunicó la publicación de la efeméride correspondiente al día 18 de julio con el mismo texto desde 2005, destacando las de 2009 y 2010, cuando su JEMAD era quien ahora opina que “vamos p’atrás”, que las efemérides, con sus respectivos textos, constan en una “base de datos”, desde la que “se incluyen de forma automática en la “orden” diaria de las Unidades del Ejército de Tierra” y que dicha base de datos no ha sido revisada desde hace tiempo, por lo que la actualizará para que sus efemérides se adapten a la normativa vigente, concretamente a la Ley de la Memoria Histórica.
Y la Ministra de Defensa, en la Comisión de Defensa del Congreso celebrada ayer, 30 de agosto, ha asumido aquel comunicado castrense (3) ya reseñado por el diario ABC. En consecuencia, la publicación de la efeméride del golpe de Estado de 1936 en aquella unidad del Ejército de Tierra no sería responsabilidad de su Coronel-Jefe, sino de quienes han consentido que el Ejército de Tierra exista una “base de datos” en la que aquella efeméride incumple la Ley de la Memoria Histórica, aprobada por las Cortes Generales hace ya casi diez años.
Y tal incumplimiento de la legalidad es patético no solo porque en dicha efeméride el Ejército de Tierra recurre a un eufemismo propio de la jerga golpista para referirse a aquel golpe de Estado que el mismo había perpetrado, sino también porque lo justifica, incurriendo para ello en inconsistencias históricas. Además, que tal efeméride se haya publicado desde 2005 en las unidades del Ejército de Tierra indica que no ha sido cuestionada por ninguno de sus jefes militares, incontables desde entonces, a buen seguro porque estos compartían la “justificación” del golpe de Estado explícita en la misma.
Y lo denunciado explícitamente en el párrafo anterior se basa en la ponderación en su contexto de las afirmaciones que constan en la susodicha efeméride castrense , lo que requiere su transcripción íntegra: “En este día de 1936, oficialmente, se inicia en toda España un alzamiento cívico-militar, en el que participa la mayoría del Ejército. Es un día importante en la historia de nuestro pueblo que merece ser recordado, para que las generaciones futuras eviten el que se produzcan las condiciones que propiciaron el enfrentamiento bélico. Los pueblos que olvidan su historia están irremisiblemente condenados a repetirla."
Una cita atribuida a Cicerón, enfatizada, es el corolario de la efeméride castrense recién transcrita, de la que debe decirse llanamente y sin rodeos, conforme al refrán popular al pan, pan y al vino, vino, que lo que en la misma se conmemora denominándolo “alzamiento” es un eufemismo del golpe de Estado que “la mayoría del Ejército” perpetró para derrocar al Gobierno de la II República que la mayoría del pueblo español había elegido democráticamente.
En tal efeméride, el Ejército de Tierra actual patentiza su afinidad ideológica con la de aquella “mayoría” del mismo que ochenta y un años antes perpetró aquel golpe de Estado y no con la de la minoría del mismo, que permaneció siendo fiel a su propio juramento de fidelidad a la República y, en consecuencia, al Gobierno que la mayoría del pueblo español había elegido democráticamente cinco meses antes. Así, el Ejército de Tierra explicita su filia golpista, o dicho con otras palabras, que es la casta militar, a la que se pertenece, principalmente, por tradición familiar o, según a muchos militares golpistas gusta decir, por vocación.
No obstante, lo políticamente correcto, desde hace casi cuarenta años, es que sus integrantes aparenten no ser golpistas, lo que explica que el Ejército de Tierra haya considerado que la publicación de la efeméride de aquel golpe de Estado ha sido un “error”.
Que en la susodicha efeméride el “alzamiento” de la “mayoría del Ejército” en julio de 1936 se relacionara con un “enfrentamiento bélico” da a entender que ésta y la minoría del mismo combatieron entre sí. Pero, dado el tamaño tan dispar de los bandos combatientes del mismo ejército y que la “mayoría” de éste contara, además, con el concurso de dos ejércitos extranjeros, ¿qué explica que tal “enfrentamiento bélico” se prolongara durante casi tres años? La Historia da la respuesta: Que aquella “mayoría del Ejército” combatió no solo contra la minoría del mismo ejército, cuyos integrantes habían permanecido siendo leales a su juramento y, en consecuencia, al Gobierno republicano elegido democráticamente por la mayoría del pueblo español, sino también contra esta mayoría popular, que se defendió de aquella “mayoría del Ejército” golpista con las armas a su alcance.
La adjetivación “cívico-militar” del sustantivo “alzamiento” resalta, aún más si cabe, que éste es un eufemismo de aquel golpe de Estado y con la misma se pretende encubrir que la “mayoría del Ejército” lo perpetró. Tal pretensión se sustenta no solo en sobredimensionar el protagonismo de civiles en el golpe de Estado, sino también en omitir que estos pertenecían a las castas política, religiosa, mediática, policial, judicial, funcionarial, universitaria y un largo etcétera de otras que habían fracasado en su intento de abortar la elección democrática de un Gobierno que cuestionara el insaciable enriquecimiento de sus dueños, es decir, de quienes entonces ostentaban el poder del dinero, que eran también civiles, por cierto.
Con tal impostura, la susodicha efeméride castrense trata de hacer creer que aquel golpe de Estado fue una “guerra civil”, pero la Historia evidencia que la mayoría del pueblo español lo afrontó, lo que demoró su consumación.
En cualquier caso, cuando aquel fracaso del sinfín de castas se plasmó en las elecciones generales de 1936, los dueños de las mismas azuzaron a su casta militar y sobornaron a su cabecilla, logrando así que la “mayoría del Ejército” perpetrara aquel golpe de Estado contra el gobierno republicano que no hacía ni cinco meses que había sido elegido democráticamente en aquellas elecciones.
Aunque el texto de tal efeméride rezuma añoranza por aquel papel golpista del Ejército, hoy por hoy, quienes ostentan el poder del dinero, es decir, sus dueños, no volverán a azuzarle para que lo protagonice. ¿Por qué? Porque quienes entonces ostentaban el poder del dinero recurrieron a su casta militar para que perpetrara aquel golpe de Estado después de que, recordémoslo, sus castas restantes hubieran fracasado en abortar la elección democrática de un gobierno que cuestionara su insaciable enriquecimiento. Y una vez perpetrado, tras haber logrado no solo aniquilar aquel gobierno republicano y una parte del pueblo que lo defendió, sino también horrorizar a la restante, aquellos poderosos trataron de que su casta militar regresara a los cuarteles para aparentar la vuelta de la democracia, en la que sus otras castas, encabezadas por la política, les asegurarían, nuevamente, su insaciable enriquecimiento. Pero el cabecilla de aquella casta militar, el general del Ejército Francisco Franco Bahamonde, no se avino a tal permuta, sino que se afanó en conservar la dictadura militar hasta su muerte, que acaeció casi cuarenta años después de que encabezara el golpe de Estado que la había impuesto a sangre y fuego.
Es obvio que la razón por la que quienes entonces ostentaban el poder del dinero trataron en vano de permutar a su casta militar por la política fue económica: Estos poderosos sabían que se enriquecerían mucho más si sus intereses eran atendidos por su casta política en democracia, que si lo eran por su casta militar en dictadura. En efecto, aunque la casta militar veneraba el poder del dinero y perpetraría todos los crímenes necesarios para asegurar el insaciable enriquecimiento de sus dueños, los integrantes de la misma se sentían como estos, es decir, sus dueños: eran lo que tenían. Y en este contexto de avaricia sin cortapisas, los dueños de dicha casta se avinieron a que los integrantes de la misma no solo se quedaran con parte del botín que con sus fechorías les procuraban, sino que, junto a compinches, crearan empresas para compartir el saqueo de los bienes públicos; el análisis de este saqueo hasta la actualidad, reseñado en el libro Ibex 35 de Rubén Juste, concluiría citando el refrán popular de aquellos polvos vienen estos lodos.
Pero quienes ostentaban el poder del dinero, cuando aquel cabecilla de su casta militar murió, dispusieron el “regreso a los cuarteles” de la misma, lo que les permitió aparentar la vuelta de la democracia, conocida como "Régimen del 78". Así, el enriquecimiento de su casta militar quedó restringido a la parcela castrense, en la que aquella ha seguido haciendo de su capa un sayo merced a las prebendas otorgadas por la Constitución de aquel régimen, mientras que su casta política, es decir, Unión de Centro Democrático -UCD-, Alianza Popular -AP- y el Partido Popular -PP- por un lado y por otro el Partido Obrero Socialista Español -PSOE-, se ha afanado en satisfacer su insaciable enriquecimiento en las restantes parcelas.
Y a pesar de que tal sobre-enriquecimiento de los poderosos ha sido logrado descaradamente a expensas del empobrecimiento de la mayoría popular, la que de ésta vota, lo hace a dicha casta, fundamentalmente, lo que evidencia que aquellos cuentan, además, con una casta “popular”.
En la efeméride de aquel golpe de Estado, la casta militar advierte a las “generaciones futuras” que deben evitar “las condiciones que propicien” que el Ejército perpetre otro, por lo que el servicio que presta a sus dueños, hoy por hoy, podría ser amedrentarlas para que voten a la casta política. Pero tal servicio habría sido por propia iniciativa, porque las castas restantes, encabezadas por la política, constituida a día de hoy por el tripartito (PP + PSOE + Ciudadanos -C's-) más otros partidos de ámbito regional, se afanan en una campaña contra las dirigencias de *Unidos Podemos y de sus Confluencias, con la que sus dueños pretenden que las nuevas generaciones se abstengan de votar a aquellas dirigencias, tal y como lo habrían hecho mayoritariamente en las últimas elecciones.
Tal pretensión es obvia si se tiene en cuenta que aquella campaña se basa en un sinfín de difamaciones y calumnias contra quienes integran aquellas dirigencias. Porque si las nuevas generaciones las creyeran, sólo podrían concluir que todos los políticos son iguales y, en consecuencia, abstenerse. Así, la casta política seguiría contando con un porcentaje de votos del censo al que la ley electoral vigente, sustentada en la Constitución del Régimen del 78, sobredimensiona su representatividad, es decir, le asigna un número de diputados mucho mayor al que su porcentaje de votos corresponde. Por ejemplo, en las últimas elecciones, la casta política nacional, es decir, el tripartito PP&PSOE&C’s, fue votada por el 45% de las personas censadas, pero la representan, merced a dicha ley, el 73% de los diputados del congreso, es decir, el 27% más de diputados de los que conforme al censo le correspondería (95 de los 350 diputados que representan a todas las personas censadas).
Tal despropósito democrático lo ha logrado la casta política porque la ley electoral vigente sobredimensionó su representatividad otorgándole la de las personas, entre otras, que no votaron.
Pero si tan infame campaña no menoscabara significativamente el apoyo electoral de aquellas generaciones a dichas dirigencias y éstas lograran formar un gobierno nacional que cuestionara la avaricia de quienes ostentan el poder del dinero, a buen seguro que estos se plantearían azuzar a su casta militar a que perpetrara un golpe de Estado para derrocarlo. En tal supuesto, aunque aquellas dirigencias tuvieran previsto que el Ejército perpetrara un golpe de Estado, habría que ser escéptico con respecto a que pudieran neutralizarlo, dadas las consecuencias de aquel otro objeto de la susodicha efeméride, entre las que destacaría que el Ejército español sea monolíticamente golpista, porque ha asumido el golpe de Estado dado en 1936/39 sin siquiera tratar de excusar la vileza y felonía que perpetrarlo supuso ni pedir perdón por los centenares de miles de muertes que causó.
Aquella opinión del antes citado ex-JEMAD, según la cual había sido un paso “p’atrás” que el Ejército de Tierra publicara la efeméride del susodicho golpe de Estado, conlleva que el mismo ejército tendría que haber dado antes un paso para adelante, pero no ha sido explicitado, quizá, porque no existió. Al respecto debe recordarse que este excelso militar había declarado, siendo ya militante de PODEMOS, no sólo su anhelo de que “parte de la sociedad pierda el miedo hacia el Ejército”, sino también su convicción de que “no todas las Fuerzas Armadas son golpistas” (4). Y en un hilo colgado en este foro (5) tildo de errónea su convicción recién transcrita, porque la Historia ha evidenciado que la ejecución de aquel golpe de Estado no requirió tal unanimidad, sino solo la de la mayoría del Ejército, tal y como el actual ejército explicita en su efeméride del mismo; y en el mismo hilo afirmo de los militares que perpetraron aquel golpe de Estado, lo que el Ejército actual omite al conmemorarlo: que asesinaron a sus compañeros de armas que se opusieron a secundarlo, es decir, a quienes cumplieron su juramento de lealtad a la República y, en consecuencia, al Gobierno que la mayoría del pueblo español había elegido en unas elecciones democráticas.
En el mismo hilo, además, considero que una parte de la sociedad actual siente miedo del Ejército porque es consciente no sólo de que éste perpetró aquel golpe de Estado, un acto terrorista sin parangón que conllevó el asesinato de centenares de miles de personas, sino también de que sus sucesivas hornadas de integrantes lo han asumido sin criticar la vileza y felonía que supuso perpetrarlo ni pedir perdón a las víctimas del mismo, por lo que concluyo que tal miedo está plenamente justificado.
Otra parte de la sociedad actual no es consciente de que el Ejército sea una amenaza democrática porque se ha impuesto el relato según el cual los golpes de Estado hoy en día ya no son como los del siglo anterior, de los que se considera paradigmático el perpetrado por las Fuerzas Armadas y Carabineros de Chile en 1973 contra su presidente Salvador Allende Gossens; éste entonces les opuso resistencia en la sede oficial de La Moneda, siendo por ello asediada y bombardeada por tierra y por aire por aquellos golpistas, hasta que lograron asaltarla para asesinar al citado presidente y simular, zafiamente, que se había suicidado.
En este sentido, el profesor Juan Carlos Monedero Fernández, fundador de PODEMOS, comenta que aquellos bombardeos no son ya necesarios para perpetrar golpes de Estado, porque ahora lo son por parlamentos corruptos, ejemplarizando tal afirmación en el parlamento brasileño, que mediante patrañas ha destituido a Dilma Rousseff del cargo de Presidente, para cuyo desempeño había sido elegida en unas elecciones democráticas.
Sin embargo, en mi opinión, el uso de la locución golpe de Estado debiera restringirse a la acción de la casta militar que derroca al gobierno democrático que cuestiona el insaciable enriquecimiento de sus dueños y aterroriza al pueblo que lo sustenta. En este contexto, pues, aquella destitución parlamentaria de la presidenta Rousseff habría sido una treta de la casta política, con la que sus dueños, es decir, quienes en Brasil ostentan el poder del dinero, han logrado que ésta gobierne para que les asegure su insaciable enriquecimiento. Pero si así no lo hubieran logrado, a buen seguro que se habrían planteado azuzar a su casta militar para que perpetrara un golpe de Estado y la derrocara.
Al respecto convendría recordar que el objetivo descarado del sinfín de castas opuestas al presidente Salvador Allende en las elecciones legislativas celebradas en 1973 en Chile era que los parlamentarios de la casta política le destituyeran, pero el pueblo chileno con sus votos lo impidió. Entonces, el Capital foráneo y la reacción de aquel país, es decir, quienes ostentaban el poder del dinero, azuzaron a su casta militar a dar un golpe de Estado contra dicho presidente; y los integrantes de la misma, convertidos en zafios criminales, lo perpetraron cuando apenas seis meses habían transcurrido desde aquellas elecciones.
No da la impresión de que el Ejército español actual pueda ser una amenaza democrática por haber asumido el golpe de Estado perpetrado en 1936, porque para perpetrar otro requeriría la conversión criminal de los militares coetáneos que lo integran, lo que para cualquier persona sana resulta increíble. En efecto, la inferencia de tal incredulidad se sustenta en la empatía de aquellas personas, quienes no pueden ser conscientes de aquella amenaza castrense, porque su materialización requeriría aquella "conversión criminal" en la que no creen. Y sin embargo, la Historia constata no solo la conversión criminal de los integrantes del ejército que perpetran un golpe de Estado, sino también que muchas de sus víctimas son sorprendidas por la misma.
Salud. Julián
NOTAS
(1) https://www.reddit.com/podemos/comments/6p9wyt/carta_abierta_a_un_militar_golpista/
(2) http://www.abc.es/espana/abci-julio-rodriguez-critica-ejercito-definir-18-julio-igual-cuando-jemad-201707230309_noticia.html
(3) https://www.infolibre.es/noticias/politica/2017/08/30/cospedal_justifica_que_glorifique_julio_los_cuarteles_porque_tambien_hacia_cuando_gobernaba_psoe_69035_1012.html
(4) http://www.eldiario.es/politica/Ejercito-castigan-Podemos-concedan-destino_0_623288217.html
(5) https://www.reddit.com/podemos/comments/63r1go/la_casta_por_antonomasia_y_unidos_podemos/
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2017.08.23 13:57 albedrio A pesar de que estemos ante un término esencialmente político, la verdad es que en la vida española el autoritarismo se encuentra en la calle, la casa, la oficina, en todas partes. Lo que ocurre es que ya ni nos llama la atención. Es parte de nuestra personalidad colectiva.

Es inútil argüir que en España la cuestión del autoritarismo pertenece al pasado, es un resto de la memoria histórica. Es posible, pero la semilla ha seguido reproduciéndose en el ambiente de un régimen democrático. Es más, se trata de una tacha que se manifiesta igualmente fuera de la política, en el dominio (ahora dicen "ámbito") de las relaciones particulares.
Son innúmeros los esfuerzos que hacemos todos para tener razón a la hora de conversar o de seguir la rutina doméstica o laboral. El autoritarismo no es más que la creencia de que quien manda o ejerce cierta preeminencia siempre tiene razón o por lo menos tiene más razones que sus subordinados. No es fácil explicar tal grado de irracionalidad, ya que es evidente que no todos pueden tener razón siempre.
A pesar de que estemos ante un término esencialmente político, la verdad es que en la vida española el autoritarismo se encuentra en la calle, la casa, la oficina, en todas partes. Lo que ocurre es que ya ni nos llama la atención. Es parte de nuestra personalidad colectiva. Los partidos políticos disimulan el autoritarismo larvado con el expediente de las elecciones primarias. Son solo un remedo democrático, pues no existe un control público del proceso, ni siquiera del censo. Los españoles acabamos creyendo que elegimos al Gobierno y a su presidente, cuando tales cargos supremos son el resultado de cambalaches parlamentarios. La corruptela se repite en los otros niveles de las comunidades autónomas o de los municipios. ¿No es maravilloso que, después de todo, a los españoles les guste tanto votar?
Históricamente, la democracia nació en la Edad Media para que los contribuyentes acordaran con el Rey los pechos que habían de imponerse. Tal hermoso principio nunca se cumplió del todo, y menos ahora. Una parva ilustración: ¿por qué, si el valor de las viviendas en España ha descendido claramente durante el último decenio, sus propietarios han visto subir el IBI? Nadie puede creerse que esa decisión se tome de una forma democrática. En realidad, todos los partidos parlamentarios están de acuerdo en que los impuestos deben subir inexorablemente. La explicación falaz es que hay que seguir atendiendo a los gastos sociales, siempre crecientes. El caso más lacerante es el de los herederos que renuncian a la herencia por no poder pagar los impuestos correspondientes.
¿Cómo se explica que un consistorio municipal tenga el poder para alterar los nombres de las calles? Y eso sin llegar al extremo jocoso de eliminar el rótulo de la calle Antonio Machado por la razón de que fue un "españolista".
Pero el autoritarismo de la política no es lo fundamental. No es verdad que todos los españoles sean iguales ante la ley (ahora dicen "la legalidad"). No hay que llegar al distinto trato que dan los tribunales de Justicia a unos u otros justiciables. Muchos españoles acumulan las experiencias de haber llamado a un teléfono de atención al cliente de cualquier servicio público o empresarial. Es claro que el robot al otro lado de la línea tiene todo el poder y, por tanto, la razón. La cosa es que el cliente desista de su queja.
Son muchas las oficinas públicas y particulares que acuerdan el sistema de cita previa (el adjetivo es ocioso) para facilitar la visita de los clientes. Pero lo normal es que impongan una fecha y hora sin consultar el interés del solicitante.
Las muchas prácticas autoritarias que nos envuelven ya no llaman la atención; constituyen el medio natural donde nos movemos. Ningún pez se hace cuestión de vivir en el agua.
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2017.08.16 09:31 Subversivos La apertura de un expediente disciplinario contra la presidenta de la Comisión de Garantías de Podemos ha soliviantado a una buena parte del partido morado que, en estos últimos días, se ha rebelado contra esta decisión y en defensa a Olga Jiménez.

La apertura de un expediente disciplinario contra la presidenta de la Comisión de Garantías de Podemos ha soliviantado a una buena parte del partido morado que, en estos últimos días, se ha rebelado contra esta decisión y en defensa a Olga Jiménez. La ofensiva más contundente está llegando de la mano de los tribunales de garantías autonómicos de Podemos, que han aprobado dictámenes pronunciándose a favor de Jiménez y exigiendo el respeto a la independencia de su órgano superior, el encargado de estudiar y resolver los conflictos internos en el partido.Las críticas, que se extienden por toda la organización, cargos públicos incluidos, ven en la maniobra sancionadora contra la presidenta del tribunal como un intento por parte de la dirección encabezada por Pablo Iglesias de purgarla para apartarla del cargo después de que Jiménez impulsara un dictamen que declaraba nulo el nuevo régimen disciplinario. El capítulo sancionador recogido en los nuevos estatutos -redactados por la Ejecutiva [léalos en PDF]- había desatado una gran polémica porque persigue y castiga duramente a los miembros de Podemos que hablen con la prensa sobre «información interna que comprometa la actuación de sus órganos, la acción política de la organización o la buena imagen de las personas que la representan». La presidenta del tribunal, junto a otros dos de sus miembros, denunciaba que la Ejecutiva había impuesto unos cambios en los estatutos que no habían sido aprobados en el congreso.La reacción vino de otros miembros del tribunal, que pidieron la apertura de un expediente disciplinario contra Jiménez por «excederse de sus funciones». Crece la protesta mientras la Ejecutiva intenta purgar a la dirigente que denunció los Estatutos Esta medida sancionadora ha desatado las críticas de parte del partido que ve en peligro la independencia del tribunal. Tal es así que ya han sido cuatro las comisiones de garantías autonómicas que se han levantado y solidarizado con Olga Jiménez. Las de Cataluña, Comunidad Valenciana, Navarra y La Rioja. Asimismo, varias fuentes internas revelan que en los próximas días habrá nuevas resoluciones en otras federaciones. Lo que aumentará esta rebelión.Este apoyo pone en aprietos a la dirección nacional y abre una crisis sin precedentes dentro de un órgano especialmente sensible, y que parecía haber encontrado la paz tras su elección en febrero, en el marco del congreso de Vistalegre II, donde Jiménez fue la más votada con un 51,24% de los votos. Choque total Olga Jiménez. Tres miembros del tribunal de Podemos -la presidenta, Olga Jiménez; la titular Nuria Martín y el suplente Jesús Calpe- emitieron un dictamen anulando los nuevos estatutos por recoger cambios que no estaban contemplados en el documento ganador en el congreso de Vistalegre II. Los denunciantes. Otros miembros del tribunal, con la secretaria María del Rosario Rodero a la cabeza, denuncian a Jiménez por «excederse en sus funciones». Dicen que los 'suplentes' no tienen derecho a voto, algo que sí ocurría antes y que el documento ganador no modifica. Según Rodero se votó internamente esa propuesta y fue rechazado por tres a dos. A las críticas se unió ayer la corriente Profundización Democrática que en la cita de Vistalegre II se unió a la candidatura de Íñigo Errejón. En un durísimo comunicado, asegura que «se socava gravemente la democracia interna» y la «separación de poderes». Asimismo, denuncia que todos los cambios en los estatutos que no fueron aprobados por las bases (en el documento organizativo) en el congreso son «claramente ilegítimos». Fuentes internas dicen que el asunto genera mucho revuelo y que si no ha trascendido más es por las vacaciones. De hecho, ya se han visto en las redes discusiones entre diputados madrileños, con miembros anticapitalistas apoyando a Jiménez. Castigo de hasta 3 años a quien dé información interna La actualización que la Ejecutiva de Podemos ha hecho del régimen disciplinario ha provocado una gran polémica después de que se hayan incluido unilateralmente nuevas conductas sancionables que no fueron votadas en el congreso de Vistalegre II. Destaca sobremanera la persecución contra los miembros del partido que hablen con la prensa sobre información interna «comprometida», estableciendo un duro castigo que puede llegar hasta los tres años de inhabilitación. Siendo el mínimo previsto de hasta de seis meses. Además, acarrea una suspensión de militancia de tres a nueve meses. En concreto, el código sancionador califica que será una infracción «grave» el «transmitir o filtrar información interna que comprometa la actuación de sus órganos, la acción política de la organización o la buena imagen de las personas que la representan». Podemos también amplía la infracción grave que castigaba la propagación «de noticias falsas que desprestigien a Podemos, sean descalificatorias de la organización o de sus órganos». Ahora, el partido de Pablo Iglesias incluye también la difusión de noticias «manipuladas». También califican como infracción grave la de «cometer indisciplina pública en relación con las legítimas decisiones de los órganos competentes de Podemos o desobedecer las instrucciones o directrices».
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
URL: http://ift.tt/2uO9Icf
Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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Te cuento todo lo que tienes que saber sobre la obtención de la Visa de responsabilidad democrática si es que quieres emigrar a Chile desde Venezuela. ¡No se olviden de agradecer a Viceida por ... El Mandatario sostuvo que la medida toma en cuenta 'la grave crisis democrática por la que actualmente atraviesa Venezuela, país que acogió a muchos chilenos que buscaban refugio en sus fronteras'. Solicitud de citas vía web Cosmitet Pereira Medicina General y Odontologia. ... Hacia una Cultura Democrática Recommended for you. 8:40 ¿Qué hago con este carácter loco que me hace pecar ... Requisitos del mes de julio 2019, en el mes de agosto 2019 han cambio los requisitos Requisitos para Visa Temporaria de Responsabilidad Democrática: - Pasaporte vigente o con fecha de emisión a ... Saludos, en este vídeo les enseñare paso a paso a como pedir y tramitar la cita para la visa chilena enlace: https://tramites.minrel.gov.cl/ Mira el paso a p... PASO A PASO Cómo solicitar la visa de responsabilidad democrática, detallado - Duration: 20:10. Liz en el Sur 25,008 views. 20:10.