Eu amo as mulheres mais velhas

Videopedia de clássicos do Youtube nacional

2020.11.24 14:46 1Warrior4All Videopedia de clássicos do Youtube nacional

Após o senhor da Consulta às 5 ter falecido e eu ter descoberto graças ao Tugalord a história da Anabela Malhadas, resolvi criar uma thread com videos clássicos do Youtube português.
São aqueles vídeos que merecem ser vistos em maratona numa noite de copos ou quando simplesmente estiverem deprimidos e precisarem de umas gargalhadas.
A lista vai ser atualizada quando me lembrar de mais e por favor sintam-se à vontade para sugerir outros que merecem estar nesta lista.
Cumprimentos, metam nos favoritos e divirtam-se durante esta quarentena! Felizes festas amigos.
EDIT: OBRIGADO PELO APOIO, PELAS INÚMERAS SUGESTÕES E PELOS AWARDS. Quando tiver tempo faço uma playlist!
Zé Tolo
Olha que lindo, tudo naifado!
Sou um Cristão e um Cristão não Teme!
Castanho Provocante
Que Informação Dramática!
O homem estava descomposto
Olhoz abionz látraz!
Quem é o Maior? É o Ricardo!
O que faz falta na TV?
Samuel Massas 30 crl!
É TCHOURIÇA, É TCHOURIÇA
Oh Prima que Rica Prima
Tenho que Abandonar!
Sou mecânico
Uma patite!
Humidade
Grizeu
Vasquinho do Teleférico de Guimarães
Velha da Beira
D. Manuela no Honda S2000
Eu sei lá se são os chineses...
Um rapaz toxicoindependente
Eles ganham 10, as mulheres fodem 20
Eu amo-te, percebes?
Promoção Cantinho dos Saltos
Shrek diz palavrão
Super Macho
Assalto em Paredes
Xom Xom
Tu bates mal men!
Josefa Casaleira
Hoje quem fala sou eu
Não me convidem mais pra pesca
Incrível!
Xixi Maluco
É meme a partire
Madjimby(ver o canal do rei)
Nelo Chapeiro (ver a playlist)
Bou-te comer e comi!
Tudo cagado tudo cheio de pedras
Super Bock - Entrevista
Entrevista ao Garanhão do Chiado
dnedheaududhnsjkdbd Sardinhas?
Vitor Loureiro, o adepto do Benfica
Pita do Ask.fm
Batata moh?!
Pitas à porrada por causa do hi5
KATYZINHA - CORTES & DECOTES
Secção Estudantes Mamados
Fomos minadas!
Não sei porque tenho a língua azul
Na mecânica e também ando no roubo
Os meus doutores
Escacar Pedra
Chupei um gajo
Secção: PRANK CALLS
Telefonema ao FCP
Telefonema à Telepizza
Telefonema à Danone
Telefonema Paulo Pissas
Telefonema à McDonalds
Telefonema Vai Chamar a Tua Filha
Anabela Malhadas - Não sei se é prank call, mas é chamada!
Secção TRALHOS
A queda do Joãozinho
Não dói, juro pela minha morte...
Sai da frente Guedes!
Vai Zema!
Bou me fuder
Especial Curto Circuito:
És uma grande puta que andas metida com o João
Hino ao Pénis
Estou todo queimado
João Manzarra atirado ao lixo
Cachola ganha uma PS3
Mãe do Jel
Kanimambo
Especial Preço Certo
Marlene Turbinada
Concorrente dança Michael Jackson
Fernando Mendes topless
O carteirista
Sr. Zé com os copos
Especial EURO 2016
Ronaldo atira microfone ao lago
Chuta daí caralho!
O que vão fazer se Portugal ganhar o Euro?
Hoje é feriado!!!!
Clipes Épicos de TV e Filmes Nacionais
Bernardina desanca Tiago na Quinta
Marco dá pontapé na Sónia
EPÁ, Leave me Alone!!
Herman aos tiros no estúdio da Roda da Sorte
DIGA UM!
NTV Telejornal
Acidente no Porto Canal
MATARAM-ME!
CONA!
Tarado na SIC Notícias
Nuno Melo emociona-se
Tá tudo preso seus cabrões
Tu tás fodido pa!
Clipes musicais
Diogo e Tiago Comboio
O filho do recluso
Made in Portugal
Ganza na Areia
6 pães e meia broa
Cheiras a cocó
É DJ Vibe, é Carl Cox
jp gang o puto maravilha
António Mendes é quem reina
Nic Nic Avec Moi
Original Maria Leal
Bandidos Porto
Menino Giro
Hino da Branca
MC Ana Pita da Quarteira
Urban Gorillas
Retirei as menções, porque é muita gente e não tenho tempo ou espaço para adicionar os nomes. Todos os comentadeiros abaixo ajudaram imenso. Esta thread não é minha, é nossa, é património nacional!
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2020.10.27 12:43 CODENAMEFirefly Abandono

Oi Reddit, descobri esse sub a alguns dias e venho querendo desabafar desde então. Hoje estou aqui durante minha aula e decidi que quero compartilhar um pedaço da minha história.
A parte ruim: Eu tenho síndrome de abandono, algo muito detrimental que eu adquiri ao longo da história, começando pela minha família e se agravando depois do EM. Suponho que vou começar explicando isso primeiro. Boa parte de tudo isso é conturbado, meu cérebro bloqueou algumas memórias e eu não consigo lembrar nem que me contem, mas o que eu sei é, eu sou filho de uma traição dupla (meu pai traiu minha mãe e a mulher com quem estava), até aí tudo bem, nada de tão único, mas isso levou a uma infância conturbada, por mais que minha mãe tentasse eu sempre fui muito fisicamente parecido com meu pai (por sorte meu pai é bonito, mais do que eu por sinal) e ela nunca se recuperou muito bem da traição, eu nunca consegui me conectar com meu pai, em parte pela história, em parte pelo fato da minha madrasta ter ódio mortal de mim a ponto de ser violenta. Para agravar um pouco a situação, durante o EM eu me tornei extremamente instável mentalmente, namorei uma garota que, antes de namorar, foi minha amiga por 3 anos e depois(até onde eu sei, as memórias aí são extremamente turvas) me estuprou, se arrependeu e ainda tentamos manter o relacionamento por mais 2 anos depois disso. Durante essa época eu tive diversas crises de depressão e ansiedade e isso estava fazendo mal a ela, apesar de ser enfermeira e formada em área de doenças mentais, ela não tinha a capacidade mental para lidar comigo naquela época, então terminei o namoro, tentando preservá-la (já não estávamos indo bem de qq forma e claramente eramos mais um casal de amigos do que namorados). O problema é que depois disso ela sumiu, desapareceu, sem dar sinal, mensagem, telefone nem nada. Tudo bem, é uma escolha dela, eu acho. Eu tentei de tudo, aparecer na casa dela, ela tinha sumido e os pais só me disseram que iam chamar a polícia se não saísse, tentei conversar com os líderes da igreja dela para ver se eu conseguia ao menos notícia e mesmo assim nada, só fui proibido de entrar na igreja. Até hoje eu tento descobrir o que aconteceu com ela, queria fazer as pazes (não voltar a namorar) e ao menos entender um ao outro de novo e, quem sabe, recuperar mais uma dessas amizades de whatsapp/facebook em q não nos falamos nunca. Vira e mexe eu tenho crises sérias com relação a isso, não sei o pq eu me importo tanto com o fato dela ter sumido e pq queria tanto fazer as pazes. O resultado dessa merda toda? Fora a depressão, a eventual crise que me incapacita de sequer sair da cama e o padrão de sempre, eu não consigo falar com ninguém que eu considere superior (chefe, entrevistador, pessoa mais velha, professor...) sem ter uma crise de ansiedade, a última vez que eu fui para uma entrevista de emprego, eu parecia uma poça d'agua suando e passando mal durante a entrevista toda, por algum milagre consegui o emprego mas no dia de assinar o contrato eu comecei a chorar desesperadamente e simplesmente saí correndo (e pedindo desculpas) e fiquei uns 40m vomitando na rua até desmaiar em uma parada de ônibus. Fun times.
A parte boa:
Durante uma das minhas crises logo depois da ex sumir (a depressão me fez perder 13kg por mês, era gordo, hj sou até sarado), eu me enfurnei em qq lugar que podia me oferecer ajuda, um desses lugares era a igreja do meu melhor amigo, era um buraco sem noção, a primeira vez que fui, achei que ia ser sequestrado, ficava em um beco escuro do entre um depósito de lixo clandestino e uma fábrica de ração. Apesar de tudo foi o lugar onde eu mais recebi amor. Não sou evangélico, apesar de ter minha crença em Deus, sou contra a maior parte da Bíblia e adoro contestar crente só para ser chato, mas estava precisando de amor e lá recebi amor. Nessa igreja eu conheci uma garota, parecia filme da Disney, eu estava lá, com cara de quem não dormia direito, cantando uma música que ninguém mais conhecia e de repente ela entra cantando a outra parte e esses dois estranhos lindos de morrer (nós somos muito bonitos pqp) cantam juntos uma canção que ressoa no coração deles. Foi coisa de filme, mas ela era 6 anos e meio mais nova que eu, foda, pra kct, eu tinha 21 e ela tinha acabado de fazer 15. Foi uma época interessante da minha vida, depois de muita pesquisa sobre pedofilia, crise de identidade e psicólogo, eu decidi que ia seguir em frente com aquilo, me sentia apaixonado como nunca antes e isso me deu um novo propósito. Na época, a diferença era grande, uma garota de 15 e um cara de 21 é uma diferença muito grande, hoje que tenho 27 e ela 20 todo mundo já acha normal. OBS: Eu tenho que citar aqui pq se até eu que estava apaixonado achei estranho namorar uma garota de 15 imagina vcs que tão lendo. Eu decidi que iríamos namorar por 1 anos sem sequer nos beijarmos, pq queria mostrar pra mim, para ela e para nossas famílias que minhas intenções eram boas, depois desse ano eu ainda sugeri aumentar o período para até ela fazer 18, para mim não importava por tanto que eu pudesse estar ao lado dela. Eu não apoio de forma alguma namorar pessoas tão mais novas, não façam isso. Esse período foi uma época bem sobrenatural e eu adoraria compartilhar com vocês dps, mas o texto já ta grande pra kct. Hoje eu e ela temos uma empresa, de identidade visual e tecnologia, a empresa abriu esse ano então ainda estamos começando mas o sustento está vindo, fazemos sites, capas de livros, cartões e qualquer outra coisa relacionada a programação ou arte. Amo trabalhar com ela, amo viver com ela, amo minha vida, desenvolvi uma maturidade emocional que nunca imaginei ter, posso dizer fielmente que sou feliz, mesmo que diariamente me pegue querendo morrer e/ou voltar no tempo e refazer minha vida, a depressão é, e vai para sempre ser, um fantasma nos meus ombros, mas hoje eu venci de novo.
Ps. Não foi fácil, mais de 5 anos de relacionamento, 3 tentativas de suicídio, 200 milhões de crises e tudo o mais que a vida pode jogar em nós. Segue em frente, eu posso contar depois a nossa história de relacionamento e como você e/ou seu significant other podem fazer para conviver em harmonia apesar de problemas mentais e financeiros, acho que vou chamar de "Como conquistar uma e-girl" kkkkk.
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2020.10.25 20:09 ohimesama1 24 anos e tanto quanto perdida

Tenho 24 anos, sou formada em veterinária por uma faculdade pública e sou casada com a mulher dos meus sonhos. Até aí parece que tá tudo bem mas o problema é que eu NUNCA gostei de veterinária, meus pais me obrigaram a fazer alguma faculdade na área de biológicas, eu acabei prestando e passei, sai da minha cidade para fazer faculdade e quem me sustentava era meu avô porém, no segundo ano da faculdade meu avô faleceu e meus pais cortaram laços comigo (não aceitavam que sou homossexual e eu não era mais útil a eles depois que meu avô faleceu, eles nunca me amaram e nossa relação sempre foi a base de chantagens e pressão) e tive que passar a buscar auxílio econômico na faculdade (tive bolsa de iniciação científica) para me sustentar pois eu não tinha para onde ir e minha faculdade era integral, com esse contexto todo, sempre sofri na faculdade mas não tinha outra opção pois, se não fosse a faculdade eu passaria fome e não teria onde morar. Me formei ano passado e agora estou trabalhando em um consultório, além disso a dona do local queria alguém para abrir uma creche para pets lá e eu vou iniciar esse projeto, pois quero demais fugir de parte clínica mas eu continuo ODIANDO veterinária, as vezes penso que deveria fazer outra faculdade (amo a área de comunicação, sempre tive vontade de trabalhar em rádios) mas fico pensando se realmente vale a pena, tenho minha família (minha esposa trabalha mas precisamos das duas trabalhando), fico achando que vou terminar essa faculdade velha demais e teria que pagar uma faculdade (atualmente não temos muitas condições). Vocês acham que abrir a creche poderia ser uma boa ideia para tentar fugir da parte clínica e depois se conseguir, fazer uma nova faculdade ? Eu tô tão ansiosa, fico frustrada, depressiva demais, eu passo mal pensando em tanta coisa que eu deveria estudar para estar clinicando e simplesmente estudo mas não me sinto nada bem com isso. Para os jovens ingressantes, não façam uma faculdade que vocês não querem ! Dinheiro importa sim, trabalhar é chato em qualquer área mas quando vc minimamente gosta do que faz, as coisas ficam mais simples.
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2020.10.19 23:43 Normal_bitch Não consigo superar

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Como gosto desse sub decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acordava, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez e me mataria, gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 22:05 Normal_bitch Não consigo superar, me ajudem!!

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acorda, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez , gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.10.13 16:25 7eyes7bruises Adeus de vez para você, que me foi tudo.

Você me levou do paraíso ao inferno por nove anos. No meu tempo de vida, eu acreditei no amor que durava dez mil anos. Eu a amei desde cedo. Eu a protegi do seu pai e padrasto que a abusavam. Eu fiquei do seu lado quando você estava viciada em pó. Eu fui controlador, eu fui ciumento, é verdade. Mas você me traiu e sumiu três anos. Reapareceu com um filho. Como você esperava que eu me comportasse depois disso, eu não sei. Perdão total, eu imagino.
Você queria atenção mais do que você queria alguém. Você dizia que me amava. Que eu era o amor da sua vida. Você mentiu. Eu disse a verdade. Pra mim você era tudo. Quando você me confessou que pôs fogo num morador de rua quando estava viciada, eu fiquei horrorizado, mas eu fiquei do seu lado. Quando você disse que estuprou alguém, eu tentei relativizar e perdoei. Assim como sua traição, apesar de ser a pior coisa que se pode fazer com alguém, na minha opinião. Fiquei do seu lado, aceitei seu filho mesmo ele sendo a lembrança constante de sua traição. Eu sempre fui sensível com você. Eu sempre disse o que eu sentia, mas não era suficiente. Quando eu contei que também fui abusado quando era criança, você me fez reviver meus traumas. Você me pediu para que eu batesse em você. Você sabe que eu me tornei violento por fora porque por dentro eu detestava violência. Você sabia que eu abominava ferir. Tudo o que eu queria era carinho, e você não me deu nem me deixou dar nenhum. Eu juro que eu tentei, mas não vou mais pedir-lhe desculpas. Você me levou a tentar suicídio três vezes, e todas essas vezes eu escapei de morrer por pouco. Você sabia da minha fascinação pela morte. Você queria que eu te visse como puta, como pedaço de carne e me disse isso com todas as letras. Eu não conseguia. Nunca consegui. Eu via uma pessoa. Nós fomos próximos. O sabor dos seus beijos ainda me assombra. Eu ainda choro por você todos os dias. Você sabe.
Eu sei que você vai terminar mal. Eu sei que você vai sugar mais alguém até o sabugo, como me sugou esses nove anos. Eu te escrevi cento e vinte e três poemas. Eu te escrevi uma peça. Eu te escrevi contos. Eu te contava histórias pra te animar. Eu lia pra você dormir toda noite. Eu ficava horas te escutando dormir antes de eu dormir pra me certificar de que você não ia ter pesadelos. Eu cuidava de você com tudo que eu tinha. Eu sei que você vai terminar mal, e que eu provavelmente não vou estar aqui pra ver. Eu já vou ser comida de verme há um tempo. Você vai morrer de velha. Você vai ser possessiva com seu filho, e um dia ele vai encher o saco de você. Você vai estar velha e sozinha, e vai continuar vivendo a mentira de que você tem clarividência. Eu não vou estar aqui pra ver. Eu não vou estar mais vivo há mais de décadas, já que eu sei que meu destino é cair pela minha própria mão. Você devia ter caído pela minha, sinceramente. Mas eu nunca tive coragem de machucar você, que sempre foi tudo de mais precioso no meu coração. Hoje eu choro, e vou chorar mais uns anos. Mas eu a amo. E apesar disso, eu também a odeio. Todos os meus amigos e amigas me dizem que você é tóxica. Dizem que você é uma má pessoa. Que alguém além de você conseguiria me amar. Pra mim você é ainda a mesma mulher seis anos mais jovem, que eu protegi do que eu podia. Agora eu estou tão ferido, tão doído que eu não consigo levar minha vida pra frente. Talvez eu mereça. Adeus. Nunca mais vou receber uma ligação sua. Nunca mais vou colocar você pra dormir. Minha vida, por mim, podia estar acabada. E eu acho que é isso.
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2020.01.20 17:31 Gab8786 A PIOR SOGRA DO MUNDO. Me livrei, mas doeu.

Considerações:
Primeiro: eu juro que isso não é fanfic. Eu vivi isso, acredite ou não.
Segundo: primeiro post que envio para o turma-feira, ah que emoção. Recentemente seus turma-feira's têm sido meu melhor passatempo, gratidão imensa por fazer meus dias melhores.
Terceiro: Minha vida amorosa é uma tragédia (não a nível de Shakespeare, mas é quase), te contarei apenas um dos casos. Se você gostar, quem sabe eu te conte mais outros...
Provavelmente você terá que fazer um vídeo inteiro sobre isso. Vamos lá.
(Os números e nomes aqui estão trocados. Não mostre isso no vídeo, ok editor?)
Aconteceu em 2014.
Conheci Micaela, a namorada com quem eu casaria se existissem condições. A gente combinava em tudo. Em todas as conversas tínhamos uma harmonia ímpar, gostávamos de estar juntos em todos os momentos, não tínhamos divergência de pensamentos políticos ideológicos (eu nem ligava pra isso na época), ela gostava de muitas coisas que eu gostava, se esforçava pra gostar de outras e eu fazia assim com ela também. Era muito bom estar junto dela.
Eu andava 3 km a pé pra ver ela e valia muito a pena(não existia Uber na minha cidade ainda, mas mesmo que existisse eu iria a pé pq eu n tinha grana, e ela gostava de mim mesmo assim, o que prova a veracidade dos sentimentos dela).
Ela frequentava minha casa algumas vezes, meus pais amaram ela, fez amizade com meus irmãos mais novos, ela jogava videogame comigo. Era um sonho.
Só havia um problema. Dona Gertrudes, a mãe dela. Ah, Dona GERTRUDES... Como posso te explicar, Luba... Imagina uma mulher religiosa ferrenha com uma moral do século 18. Eu não sabia disso até então. Pelo visto nem Micaela sabia que a mãe poderia chegar a um nível tão ABSURDO no final da história. Micaela apenas dizia que não podíamos subir pro quarto dela porque a casa estava bagunçada devido a uma reforma, e a mãe queria me conhecer primeiro (com o tempo), ou que ao menos eu assumisse namoro antes que eu pudesse frequentar lá em cima. Tudo bem? Tudo bem. Não sou acostumado com cerimônias, mas tudo bem.
Isso fazia com que tivéssemos que transar dentro do banheiro do prédio dela(Sim, nos primeiros dias já estávamos apaixonados a esse nível). Tinha uma câmera em frente à porta, mas a gente ligava o foda-se e entrava mesmo assim.
Aí você se pergunta: porque não na minha casa, no meu quarto? Bom, eu dividia meu quarto com meus irmãos. Nosso AP. Era pequeno, apenas 2 quartos. Seria constrangedor, muito embora, algumas vezes considerarmos essa possibilidade mantendo meus irmãos fora, mas era difícil.
Alem disso, dona GERTRUDES não deixava Micaela vir pra casa de um amigo sem mais nem menos. Ela não deixava eu entrar na casa dela, porque ela deixaria a filha entrar na casa dos outros?(Lógica dela). Então as vezes, quase nunca, ela ia escondido pra minha casa. Portanto, o banheiro, quase sempre, era nossa única opção (lembrando, eu não tinha grana pra Uber, imagina pra motel).
Chegou o momento que a gente se cansou disso (3 semanas depois) e resolvemos assumir logo esse namoro. Dona GERTRUDES quis marcar um jantar para perguntar quais as minhas intenções com a filha dela. SIM, não era o pai que queria perguntar isso, afinal ela era....... MÃE SOLTEIRA. SIIIIIIIIM, LUBA, MÃE SOLTEIRAAAAAAAAAA. Pegou raiva né? Saiba que não é nada perto do que vc vai sentir.
Então o dia do jantar chegou. A mãe veio com a famigerada pergunta e eu armei um discurso todo fofinho... "Eu quero amar e respeitar sua filha, quero conhecê-la a fundo, saber dos seus desejos e sonhos de vida, quero aprender com ela e ensinar tbm" pra que que eu disse "quero aprender com ela"? Ela já deu sua primeira patada: "Espera um pouco... Aprender com ela? Minha filha não é professora de ninguém não!"
Eu comecei a dar risada achando que era zueira, mas eu via cada vez mais que não. Que ela estava falando sério mesmo.
"Que absurdo, num relacionamento ninguém ensina nada a ninguém não, tem que estar todo mundo maduro o suficiente sabendo das coisas da vida, e o homem é quem toma a frente e quem sabe mais das coisas, porque é o chefe da família! Se você assume essa postura você é um bunda mole, e eu não quero minha filha casada com um bunda mole. CASADA, sim porque você sabe que um namoro é um preparativo para um casamento. ALIÁS, sexo, nananinanão. Só depois do casamento. Entendeu, senhor Matheus? Aliás... Quantos anos você tem mesmo?"
"19..."
"Pois é. Você que é mais jovem não deveria casar com uma pessoa 6 anos mais velha que você. (Sim, ela tinha 25 anos) Ela tem que se casar com um cara mais velho, com condições de formar uma família. Você trabalha? Você tem uma casa própria? Não. Então eu não acho que você deveria namorar minha filha, mas eu não vou estragar isso no dia da inauguração desse namoro né? Eu abençoo vocês mas com a condição de que você deve assumir essa responsabilidade."
E eu: "Tudo bem."
Sim, Luba eu deveria ter terminado alí, mas eu gostava tanto de Micaela, e eu achava aquilo ridículo demais para ser verdade, além disso eu não sou um cara de se jogar fora, eu não ia deixar que ela me considerasse um cara qualquer, eu fazia faculdade de Medicina na Federal, tinha educação de moral elevada de berço, iria provar meu valor, mas foi muita falta de amor próprio da minha parte. "Deve ser só pressão" eu pensava... Aham... Vai achando!
Os meses foram passando, e eu ainda não podia entrar no convívio da casa de Micaela, e ela ficava cada vez mais ausente, e me dizia por whatsapp que a mãe estava vigiando ela, não deixou mais ela sair de casa por um tempo, até que, quando chegou no sétimo mês, ela me revelou que Dona GERTRUDES não quer mais que ela se encontrasse comigo. E eu "WTF???"
Eu comecei a xingar a mãe dela dizendo ainda "como ela pode controlar tanto assim a filha de VINTE E CINCO ANOS? Micaela, você tem que tomar a independência para sua vida! Não deixe sua mãe te controlar assim! É muita imbecilidade da parte dela."
"Matheus eu ainda não me formei, não tenho condições de construir uma vida sozinha, e apesar de tudo ela é minha mãe, e eu não quero viver brigada com ela!"
"E eu, tudo bem... Como que a gente faz então? Se encontra escondido?"
"Parece ser a única opção né."
Assim fizemos por algumas vezes até o dia que eu fui para o prédio dela escondido. Ela estava fazendo um projeto da faculdade sozinha. Dona GERTRRRRRUUUDES viu pela câmera do prédio e desceu.......................
Eu nunca fui tão humilhado na minha vida.
"O QUE VOCE ESTA FAZENDO AQUI? Eu já não falei pra você não ver mais a minha filha? Você é um imprestável, você não é suficiente para minha filha, você é um qualquer e minha filha merece muito mais. Você é jovem e vai viver muita coisa ainda, vai conhecer muita gente e se relacionar. E se um dia trair minha filha? O que eu faço? Não importa a idade dela ela sempre será minha filha e se você for a causa do sofrimento dela eu n sei o que eu faço com você. Eu sei porque eu vivi isso. Ok? Além disso, você acha que eu não vi vocês dois pela câmera quando entravam no banheiro? Eu vi você falando mal de mim pelo whatsapp da minha filha, alem das fotos dela pelada! Eu fiquei tão chocada com isso que eu não permito mais vocês dois juntos, vagabundo. Saia daqui, vai para sua casa, eu já falei com o condomínio para não permitir mais sua entrada aqui. Não fale mais com minha filha. Está avisado.".
Enquanto isso Micaela morria de chorar pedindo para a mãe não fazer isso e ela estava irredutível. Não me permitiu falar nada. As duas subiram. E eu andei 3km de volta pra minha casa com o coração destruído. Achando que tudo tinha terminado.
Cinco dias depois me liga Micaela dizendo que disse a mãe que ia na casa da amiga Jéssica que morava perto de mim algumas quadras, mas estava vindo para minha casa para conversar comigo, dizendo que não iria desistir de mim.
Conversamos, e daqui a pouco DONA GERTRUDES liga para Micaela dizendo que estava na rua de Jéssica para buscar ela, porque ela havia esquecido de resolver algumas contas da casa no banco e ela queria a ajuda da filha. Depois ela deixava de novo lá na casa da amiga.
Micaela entrou em desespero. Saiu correndo daqui. Chegando no portão da minha casa estava lá a Dona GERTRUDEEEEEEEEES. Ela tinha ativado GPS no celular da filha e sabia de tudo.
Do carro ela falou aos berros e buzinas que chamaria a polícia e me acusar de sequestro se a filha não saísse e entrasse no carro. Eu tive que chamar meu pai que estava trabalhando porque eu não estava aguentando essa situação. Ele chegou e viu a situação insustentável. Falou com Micaela e levou até o portão. Meu pai não falou nada. Chegando em casa ele falou comigo o quão sortudo eu era por eu ter me livrado da convivência com esse ser desprezível como sogra.
Nunca mais vi Micaela.
Fiquei numa depressão profunda durante meses. Pensando no que me aconteceu.
Meu amor foi arrancado de mim sem dó nem piedade. Como se eu a agarrasse e tivessem cortado meus braços para que eu a soltasse.
Depois disso tive alguns namoros que também não passaram dos 7 meses. Hoje estou solteiro. Sem ninguém para eu dizer "te amo". Ao menos não de uma maneira tão sincera quanto eu dizia a Micaela.
Fim.
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2020.01.14 22:17 darthvader008 Como ser um Bosta na vida S2

Bom, primeiramente... Olá a todos os leitores, obrigado por tirar um tempinho de suas vidas para ler algo sem graça de alguém mais sem graça ainda!
Bom, sou um Jovem senhor de 28 anos (recém completados) moro em uma cidade turística, cheio de mulheres bonitas, nem sempre morei aqui, mas vamos ao que interessa. apesar dos meus 28 anos, só tive 3 parceiras sexuais ( em nenhuma cheguei ao orgasmo kkk irônico, eu sei) das três parceiras sexuais...
The first one: Prostituta em uma cidade vizinha, tava muito escuro no quarto, ela era muito baixinha e a mão dela parecia a mão de uma anã (confesso que me deu um certo nojo, desculpa a todos os anões, eu tenho 1,90m de altura) não foi um sexo bom por vários motivos
1- Ela é prostituta, paguei 150 reais pra perder a virgindade aos 25 anos de idade '-' pqp. 2- O rancor de mim mesmo por passar por aquilo, foi degradante. 3- A ressaca moral no outro dia foi terrível, se eu pudesse eu queria minha virgindade de volta.
A segunda: Uma senhora que foi no meu trabalho pedir meu número para meu colega de trabalho (eu o amaldiçoou até hoje por ter dado meu número) ela é uma velha que queria uma relação duradoura, eu desde o começo nunca quis nada com ela, mas eu sou tão pateticamente tímido que não tinha coragem de dizer à ela, ela queria casar e tudo, com ela também não cheguei ao orgasmo, passamos a noite conversando e no outro dia não mandei uma mensagem sequer e dei block nela no whatsapp. não era o que eu queria, fiquei novamente com o rancor de mim mesmo e nesse tempo eu namorava com uma moça do país de gales (relacionamento a distância) fiquei ainda pior por ter traído a Galesa A terceira: uma vez um rapaz foi no meu trabalho e estava me contando sobre uma mulher que mandava nudes, a mulher tinha seus 41 (e eu 26) ela gorda baixa e morena, bem morena, o sexo foi horrível de várias formas, mas culpo principalmente por ela não poder fazer as posições que eu queria fazer kkkk me arrependo também por ter ido lá, também dei block e nunca mais vi.
Minha vida amorosa é bem patética, todas as mulheres que posso dizer que foram "minhas namoradas" foram de relacionamentos à distância: 1- Aseel ( moça muçulmana linda que mora na Palestina) separamos porque eu sou pobre e não posso ir pra lá 2- Brandi (americana de Indianapolis) só comecei um relacionamento com ela por pena, devo admitir, ela se sentia sozinha 3- Annalise (a Galesa que citei antes) muito linda, nos separamos porque ela é linda e eu um ciumento chato que nunca poderia ir pra gales por falta de dinheiro. 4- Huda (Egípcia linda linda kawaii linda linda linda, muçulmana linda, já falei que ela é linda?) Essa foi antes da Annalise, nos relacionamos por mais de 2 anos, sinceramente nunca amei alguém assim antes, por ela eu me converti ao ISLAM, por ela eu faria tudo mesmo, não só porque ela era linda com ou sem Hijab, mas sim porque ela é tão meiga, fofa, simpaticamente perfeita e maravilhosa, a nossa separação veio porque obviamente a distância... eu mentia muito pra ela sobre muitas coisas, só pra não deixar ela perder o interesse por mim, mas mesmo se eu dissesse a verdade ela ainda me amaria, eu sei disso, tanto que depois que nos separamos eu disse muitas coisas e ainda assim ela me respeitava e falou ainda que me amava, que até moraria debaixo da ponte comigo se fosse o jeito e a separação não foi devido ao casamento arranjado que a mãe dela arrumou pra ela, coração partido em milhares, mas também não esperava que ela ficasse comigo pra sempre no telefone, espero que ela esteja feliz 5- Ana (A única brasileira da lista) não tenho nem o que falar dela, estamos atualmente ainda juntos, ela como a Annalise tem uma filha (ambas as filhas se chamam Laura) amo muito, mas amo de paixão essa, ela mora longe do estado que eu moro, ela é linda, ela é meiga, gostosa, perfeita, maravilhosa, a primeira brasileira em quem eu pude dizer que tenho paixão e ela tem por mim, a primeira brasileira a querer estar comigo, estamos ainda juntos nem sei porque, nós nos falamos muito pela parte da manhã, quando estou trabalhando, porque a tarde o marido dela chega '=' ... Exatamente isso, ela é casa ainda com o pai da filha dela, ela alega não gostar mais dele e tudo, eu ajudo ela de todas as formas possíveis, ah como eu amo essa garota, ela quer que eu vá para o estado em que ela mora para nos conhecermos, mas ela já diz que vai querer ficar comigo pra sempre, eu amo demais ela... mas além do marido dela, há ainda os problemas devido as minhas mentiras... algumas delas... eu disse que tenho carro (disse antes de ter, agora eu tenho) nem tenho habilitação, eu sou diabético e em 2 anos nunca disse pra ela, eu tenho emprego, sou frentista de um posto, nunca disse a ela, falei que trabalho com outra coisa, disse pra ela que eu moro só, mas na verdade moro com toda minha família, irmãs, sobrinhas, irmão, mãe e durmo no mesmo quarto que minha mãe (patético né? calma que ainda fica pior) um dos motivos que me fazem ficar como estou é o fato de talvez o pessoal não se dar bem sem mim, pois dou 100% do meu salário pra minha mãe, ela paga as contas, compras as coisas, eu trabalho e fico na internet, não tenho amigos ou vida social, sou feio pra xuxu. sempre que falo sobre sair de casa vem aquelas chantagens emocional, a tristeza de deixar minha mãe (que tá inteirona, não tá velhinha, tem só 52) Eu penso comigo, será que a Carol ainda me aceitaria se eu dissesse a verdade? as vezes me sinto horrível por mentir pra ela, me sinto um lixo por dizer que vou pra lá, mesmo não podendo ir ou nem sei se é porque não quero, eu me odeio por fazer ela querer alguém como eu.
Um pouco sobre minha vida além do que eu já falei, quando eu tinha 19 descobri que tinha diabetes, fiquei em coma por 3 dias e tomo insulina 2x ao dia, sou pobre, pago aluguel, mas não é tão miserável minha vida agora quanto era antes.
eu realmente quero a brasileira na minha vida, apesar de eu nunca querer ter filhos, eu quero estar com ela e a filha dela e criar como se fosse minha, não sei se como adulto responsável pela casa eu me daria bem, já que só fico em casa e não faço nada além de sair pra trabalhar, aos 19 anos eu fazia ciências contábeis, fiz dois anos e me mudei para o centro-oeste (morava no norte)
gostaria de alguns conselhos realmente efetivos, não quero me relacionar com ninguém que não seja a moça que já tenho relacionamento a distância, que comparado as outras, não vou gastar dinheiro com passaporte e visto. recentemente fiz vestibular pra ADM, o resultado sai no próximo dia 20 de janeiro
Mais sobre mim: Sou ou fui inteligente, sempre gostei de estudar, mas por preguiça (acredito eu) dei uma parada, assisto muito anime (animação japonesa muitas vezes baseadas em mangás) mesmo sendo um adulto de quase 30, meus amigos de verdade moram no norte, eu nunca bebi nem fumei... não, eu não sou religioso, sou ateu desde os 16, não tenho costume de ficar chorando, fico mais me masturbando pra aliviar a pressão de ser um ser humano patético. Na maior parte do tempo me sinto um inútil e um desperdício de oxigênio, acho que sou um mentiroso, mentia (ainda minto) sobre estar cursando licenciatura em química para o pessoal do meu trabalho, se bem que frentista é tudo fdp, então não importa.
PS: depois de digitar isso, percebo que minha vida é uma bosta por culpa exclusivamente minha, affs.
Obrigado novamente a você que leu, espero que fique bem.
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2019.11.16 09:00 AbyssDay Cansado dos fardos...

Boa madrugada.
Eu sempre acompanho os tópicos daqui, comento e participo das sombras. Hoje gostaria só de desabafar mesmo, to chegando a um limite que jamais imaginaria.
Eu tenho 31 anos, trabalho em uma empresa bacana há 2 anos e pouco , morei do meu nascimento até os 27 com meu pai e minha mãe. Vou resumir pra não obrigar ninguém a ler tudo, mas vou destacar o tipo de monstro que vivi todo esse tempo. Basicamente um dia ele me usou enquanto eu não tinha opinião própria, e como sempre pra arrancar dinheiro da minha vó(mãe da minha mãe) ele me proibiu de ir la e fazia chantagem emocional até ela dar dinheiro pra minha mãe pra dar pra ele, pois ele tava anos desempregado, e não queria um emprego pra começar de baixo, era orgulhoso, e minha vó chorava com toda essa situação, até um dia que ela deu e eu voltei a visitar ela, sempre foi meu porto seguro desse merda.
Enfim, foram tantas merda, nada físico, sempre psicológico, quando fiz uns 22 comecei enfrenta-lo, verbalmente, até que tinha força pra mata-lo se quisesse, mas minha mãe entrava no meio e chorava, pensei varias vezes em sair de casa, mas moro em sp, e nunca tive força pra superar tudo e crescer financeiramente , e meu medo era deixar ela com aquele lixo, ele sempre ofendeu ela, e infelizmente é uma pessoa das antigas, então não sabia lidar. Depois de 27 anos, finalmente eu convenci ela a vender a casa e seguirmos nosso caminho, desde os 27 estamos morando só eu e ela, tudo dando certo, juntando dinheiro pra comprar a casa...mas parece que ainda há um ódio enorme em mim. Sinto que botei ela em uma situação complicada, depois de velha sem casa, agora to juntando dinheiro, tentando investimento, trabalhando e fazendo tudo que posso pra ganhar mais dinheiro, já me ofereceram cargo melhor, mas não to bem mentalmente, estressado, esse fardo de deixar ela bem vem me sufocando, e como se livrasse ela de um monstro mas colocado em uma situação ruim. Tem minha namorada, que também quer ter a vida dela comigo, mas tenho esse compromisso com minha mãe primeiro, ela até que entende. mas sei la, as vezes ela se estressa comigo, e eu faço tanto, ela também...cara, ta tão foda, eu queria tanto sumir e me importar mais comigo, mas nunca...pessoal fala " gianini, essa calça tem quantos anos?" eu basicamente, trabalho, chego em casa vejo meus animes, jogo e continuo só caminhando, tentei voltar a fazer uma coisa que era bom quando criança, mas aquele lixo disse que não dava dinheiro e me desmotivou, mas a minha determinação morreu...não consigo mais ser o que fui quando pequeno, não consigo mais sentir "vontade de nada", fui no medico, to com tireoide e testosterona baixa, e tudo isso ta me sugando ainda mais...tanto sacrifício e o tempo só passa.
Sabe,só queria não ter fardoi, me preocupar comigo mesmo, mas eu amo essas duas mulheres de formas diferentes, mas ta tão cansativo...queria só viver, mas as vezes sinto que ninguem nem reconhece, na vdd ninguem nem entende...já me falaram pra ir pro psicologo, mas eu não to com vontade de desabafar assim cara a cara, não me sinto muito bem...
Obrigado quem poder deixar uma historia bacana que tenha passado por algo do tipo ou qualquer outro tipo...
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2019.09.05 01:31 Cegueta99 na beirada

Eu atualmente não sei o que estou fazendo da minha vida. Desde dos meus sete eu nunca tive muita expectativa para minha vida quando adulta e crescer não aumentou nada esse pequeno índice. Bom, eu sou a irmã mais velha e acompanhei bem o início do casamento dos meus pais. Meu pai bebia e gostava de sair quase todo fim de semana, minha mãe é uma mulher muito trabalhadora, sua história de vida é bem marcada e eu tenho muito orgulho dela. Eles são bem diferentes, na época era jovens e com um nível de maturidade bem diferente. Resumindo, eles brigavam muito e acompanhei cada briga deles. Isso me afetou de um jeito que eu tentava o máximo não estar em casa, me metia em projetos e tentava viver aqueles momentos. Eu participava da igreja, projetos esportivos e até que tentava me dedicar na escola, mas a medida que eu fui crescendo, as minhas responsabilidades aumentaram muito. Minha mãe nunca foi do tipo carinhosa e desde que eu me lembre ela me cobrava muito dentro de casa. Eu entendia o lado dela, tentava deixar ela feliz e orgulhosa, mas eu fracassava toda vez e isso foi meio que me matando um pouco de cada vez. Eu escutei coisas horríveis, vivi coisas que me faz ter um relacionamento razoável com o meu pai. Passei por umas coisas até chegar ao ponto de pensar em me matar por faltar aula, pois isso deixaria minha mãe tão desapontada e eu só queria que ela tivesse orgulho de mim. Existia uma coisa dentro de mim de que dizia eu ser o motivo dela ficar tão brava, que eu era tão inútil e preguiçosa. A única coisa que eu sei é que eu acabei acreditando nas coisas que essa voz falava. Muitas vezes eu ia para frente do espelho e falava coisas muito ruins para mim mesma. Depois de uma situação, eu planejei só fazer aquilo que minha mãe pensasse ser o melhor para mim. Ela queria que eu fosse para determinada escola, participasse de esporte e essas coisas. Acabou que eu fiz algumas coisas, mas outras eu me recusei por não acreditar no meu potencial... eu realmente não queria deixar ela chateada... As coisas foram acontecendo e eu fui subindo de nível. Planejei minha vida até conseguir entrar em uma faculdade e depois disso não tem mais nada, eu simplesmente cheguei ao fim. Eu entrei na escola, participei dos jogos e ganhei, consegui passar em dois vestibulares para entrar na federal do meu estado. Atualmente faço faculdade e dentro de alguns dias eu faço 20 anos... Uma coisa que eu comentei com a minha amiga, é que eu não passaria dos 30 anos. Eu acredito que não tenho mais psicológico pra nada, me sinto tão cansada que eu penso em acabar com isso. Eu sei que tem pessoas que passam por dificuldades maiores que as minhas, mas eu não sou forte como aquelas que levantam e vão lutar para conseguir alcançar seus sonhos. Não consigo mais pensar que as coisas vão ficar boas, que eu posso fazer tal coisa, que eu posso correr e segurar a mão daquilo que um dia eu sonhei. Eu não digo que nessa história exista algum culpado. Tive momentos bonitos, vi coisas boas, conheci pessoas boas que merecem tudo, vi o nascer do sol de uma maneira tão bela, tentei apreciar cada momento bom que tive durante esse caminho. Eu agradeci ao céus por me abençoarem, pedi proteção para as pessoas que eu amo e para que ela possam ser felizes. Eu nunca soube finalizar uma redação, ou qualquer tipo de texto, mas eu só quero deixar aqui o meu agradecimento e tirar um pouco da dor que estava presa.
Obrigada por ler isto ^
Eu espero que você seja feliz
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2019.09.01 17:37 Capivaras (SCI-FI/FANTASIA) Flammarius

Primeira parte de um plot novo que comecei a escrever recentemente. :-)

COSTA SUDOESTE DA ANTÁRTICA, 12 A 15 DE JANEIRO DE 2022 d.C.
As geleiras começavam a se destacar no horizonte como pequenas manchas acinzentadas entre o véu da noite e a escuridão do oceano. A embarcação, apesar de grande e forte, balançava com os ventos frios que cortariam a pele de qualquer um exposto à superfície sem o corpo completamente coberto e protegido. Lúcia estava em sua cabine sem conseguir pregar os olhos - estariam pisando no Polo Sul na manhã seguinte. As mãos, trêmulas, seguravam um pedaço de papel amassado e manchado.
A carta chegara cinco meses antes, no seu vigésimo quarto aniversário, e o pavor que a afligira à época era o mesmo que a fazia tremer na cabine. A remetente da carta era sua avó e mãe de criação, Elvira, e datava do dia de sua morte há 6 anos.
“Minha amada Lúcia,
Escrevo do seu passado para o seu futuro e espero que acredite nas palavras que se seguem. Busquei por anos o melhor jeito de explicar, mas elas estavam certas, não cabe a mim antecipar o seu destino.
Se nenhuma intercorrência se passou, hoje você faz vinte e quatro anos e está no ápice de sua juventude - lembro-me bem da minha era sem rugas e sem artrite, aproveite enquanto pode! Justamente por isso, é o momento de descobrir o mundo e, com ele, descobrir a si mesma.
O dinheiro que envio junto à carta é apenas para o começo de sua jornada, e ela se inicia no fim do mundo. Conheça Buenos Aires e, se possível, compre as roupas mais quentes que achar por lá - então, siga para o Ushuaia e entre na barca, eles estarão esperando por você.
No centro do Polo Sul, Estação Amundsen-Scott, ao anoitecer do dia 15 de janeiro de 2022, você encontrará as respostas às perguntas que nunca pude te responder. Mande um abraço a seus pais.
Amo você para sempre, meu docinho de coco,
Vovó Elvira.”
Vovó Elvira sempre fora cheia de segredos. Dizia que os pais de Lúcia estavam mortos, mas não dizia jamais como morreram. Após oito anos de tentativas, a menina decidiu entrar em paz com a dúvida eterna. Outro mistério, que sempre provocava risadas na velha, era sua relação com os pais de Lúcia - de quem ela era mãe?
Essas e outras perguntas mais, sempre sem solução, fizeram de Lúcia uma mulher desapegada às suas raízes - sua única família era Elvira e ela não tecia comentários sobre o passado. Dizia sempre que “o que ainda não se aprendeu, se deve de fato ser aprendido, assim será”, o que não fez sentido na cabeça de Lúcia por muitos anos e, sinceramente, ainda não tinha plena noção do que a avó queria dizer. Ainda assim, ali estava ela, motivada pela curiosidade, movida pelo medo - ou seria por puro instinto?
Não percebeu quando adormeceu, mas acordou com os gritos da Capitã Sanders - estavam descendo os botes para chegar à costa. De estrutura metálica, mesmo sob as várias camadas de roupa, o bote congelava as nádegas dos tripulantes. O vento frio batia sobre o óculos de proteção de Lúcia como uma serpente em ataques enfurecidos. O oceano, congelado sob o barco, ia se quebrando conforme este avançava.
Com muito esforço, pegou a câmera de dentro de sua mochila, limpou o gelo das lentes e fotografou a chegada a Marie Byrd Land, a porção de terra da Antártica não reclamada por nenhuma nação - um território quase abandonado. Guardou a câmera na mochila, colocando-a às costas antes de sair e, enfim, pisar em solo mais ou menos firme. Aproximou o punho da boca, após ativar o gravador em seu Apple Watch.
Quinta-feira, treze de janeiro de dois mil e vinte e dois. Devem ser onze horas da
manhã, mas, na realidade, tentar medir as horas aqui é um tanto complicado. A cada passo, um novo meridiano, uma nova hora, e nem pensar em se guiar pelo Sol - tentou olhar para o céu, mas os olhos arderam devido à claridade das nuvens. - Caminharemos mais algumas horas até chegar no helicóptero que nos levará à Estação Amundsen-Scott. O trajeto pela região de Marie Byrd Land é uma operação exploratória das Nações Unidas para reconhecimento e mapeamento da área, considerada um ponto frágil para eventos terroristas. O barulho cortante do vento ensurdece até mesmo as palavras que saem da minha boca, é um silêncio estrondoso. Consigo sentir a tensão ao meu redor, quase como se estivéssemos indo para a guerra. Espero que seja apenas o frio.
A caminhada foi mais extensa do que o planejado, em decorrência de uma nevasca anunciada, o que obrigou a equipe de expedição a tomar um caminho mais longo, por um desfiladeiro - o que deixou Lúcia preocupada com sua claustrofobia. Pararam para comer uma única vez, dando um milagroso porém insuficiente descanso para os músculos dos viajantes. Apenas os geólogos ainda mantinham-se em movimento durante a pausa, fazendo seus diversos testes e traçando seus estranhos mapas.
Estava anoitecendo quando Lúcia sentiu uma corrente gelada diferente percorrer sua espinha, eriçando ainda mais seus pêlos. O ar ficava ainda mais frio e a neblina mais forte, impedindo a visão de qualquer coisa a um palmo de distância dos olhos em questão de minutos.
A voz da Capitã Sanders ecoou distante:
Tateando às cegas, seguindo o som de sua voz, Lúcia chegou à fonte da voz.
Um estrondo ecoou no céu quando as correntes de vento aceleraram ao seu máximo. A nevasca estava ali. O desespero dessa vez não foi só de Lúcia - era geral. A ventania jogava as pessoas contra as paredes de gelo do desfiladeiro, cujas pontas no topo começavam a rachar ao se chocar com o ar corrente. Não tardou, passaram a despencar pedras imensas de gelo sobre a trupe.
Lúcia nunca vira tanto sangue. Nem quando trabalhava na cobertura de homicídios para o Correio Braziliense - e ela fora estagiária na época do Massacre de Planaltina. Faziam dois anos que conseguira o emprego como jornalista da Mundus, revista periódica de Direitos Humanos e Política Internacional, e ficara surpresa com sua indicação para a operação na Antártida - escrever sobre a experiência pré-guerra em um possível palco estratégico de batalha ainda não explorado. Em tese, sua área era apenas a escrita e não a fotografia, mas como só cederam um espaço à imprensa, Lúcia estava incumbida também de registrar as imagens da operação.
Jamais poderia fotografar o horror diante de seus olhos. A natureza rebatia feroz, selvagem, vermelha e branca. Sangue sobre gelo era tudo o que via. A vista não era sequer próxima de nítida, devido à névoa - mas isso era suficiente. Sem perceber, Lúcia desmaiou. Recobrou a consciência já dentro do helicóptero. Além dela, só mais outras duas pessoas da equipe pareciam ter sido resgatadas com vida.
Sem dizer palavra nenhuma, os homens armados que pilotavam o helicóptero pousaram num heliporto ao lado de um pequeno complexo de prédios baixos. A Estação Amundsen-Scott. Eu cheguei, pensou Lúcia. Um homem de cabelos ruivos compridos e de terno as esperava do lado de fora. Cumprimentou-as e engoliu em seco ao apertar as mãos (ou luvas) de Lúcia.
Lúcia estranhou nenhum suporte de saúde na saída do helicóptero. Ainda estava tonta e nauseada e não entendia a frieza ou o destaque dado a ela pelo homem ruivo. Se sentia dopada, ainda em choque. As outras duas pessoas - uma geóloga e um geofísico, casados - pareciam tão atônitas quanto Lúcia.
Não conseguia entender as palavras ditas pelo homem ruivo e só o seguiu, com seus dois companheiros, por dentro das instalações. Adentraram um elevador em algum momento e sua claustrofobia deu indícios de que daria um olá em breve. Desceram durante muito tempo, até chegarem em uma plataforma metálica escura com um grande círculo central em torno do qual diversos cientistas faziam análises dos processos que ocorriam em seu centro - parecia uma espécie de gás no ar, tremendo, mas brilhava como um neon suave sobre uma superfície aquosa. Lúcia pensou em tirar uma fotografia, mas estava muito grogue para conseguir segurar a câmera e tirar uma foto boa. Ouviu o homem ruivo balbuciar algumas palavras, das quais só compreendeu as últimas:
Sentiu-se com vontade de rir. Sua presença ali já não tinha mais sentido algum, não entendia absolutamente nada e, muito menos, podia contribuir em algo. Talvez a Capitã Sanders estivesse certa o tempo todo. Estavam na passarela aproximando-se do meio quando sons de explosão foram ouvidos na superfície. Vai tudo desabar de novo? Por favor, não, pensou Lúcia.
Um silêncio geral se fez na plataforma, ecoando apenas os sons de bombardeios. Em segundos, tudo começou a tremer e os barulhos se intensificaram. Estavam sob ataque. As sirenes vermelhas soaram ensurdecedoras e todos se puseram a sair pelo caminho de emergência - justo na direção da passarela na qual se encontravam Lúcia, os amigos e o homem ruivo.
Ao ver o montante de pessoas correndo em sua direção, sentiu a respiração travar e a pressão cair, quando foi empurrada por algum dos correntes, debruçando-se sobre o apoio da passarela. Encarando o fundo, percebeu que parecia um buraco sem fim, completamente eterno e vazio, exceto pelas luminosidades estranhas também vistas no centro da plataforma. Bastou mais um empurrão para desequilibrar Lúcia e jogá-la em queda livre no buraco eterno.
Seu primeiro ímpeto foi gritar, mas a voz parecia não sair. Caindo de costas, conseguia ver as chamas explodindo nos andares acima. Não sabia dizer se era alucinação ou não, mas as luzes coloridas pareciam se condensar em torno de seu corpo, num brilho rosado. Ainda olhando para cima, a última coisa que viu foi um crescente clarão verde - inicialmente um ponto mínimo no horizonte, como os icebergs quando estavam chegando ao continente, mas que de súbito preencheu absolutamente todo o espaço ao seu redor num impacto tremendo. Tudo ficou preto e Lúcia dormiu o melhor sono de sua vida.
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2019.08.28 12:52 Alfre-douh A velha

Em casa de Dora, a foto com o marido que estava na cómoda da entrada acabara de ser colocada para cima. As suas caras jovens e de felicidade cândida, em trajes de casamento, fitavam agora a porta de entrada. Tornara-se um hábito, sempre que Dora estava sozinha em casa a moldura era virada para baixo e sempre que alguém lhe tocava à porta ou saia ela compunha ligeiramente o napperon rendado que lhe servia de base e virava-a para cima. Num ciclo com cada vez mais olhares vazios e cada vez menos felicidade cândida.
Hoje, Dora fazia 75 anos, algo que preferia não acontecesse. O tempo ia-lhe erodindo toda a sua construção deixando-lhe pouco mais que esqueletos de memória. O frio a cada ano se tornava mais intenso e os ossos, já com pouco que os protegesse, mirravam, contorcendo-se em desconforto.
Vestira o seu vestido negro mais bonito, colocara o seu fio de ouro e soltara o cabelo grisalho e ondulado, que escovara demoradamente enquanto fixava o seu olhar baço com aquele que o espelho lhe devolvia.
Ao arranjar-se calculara do seu dia o que podia. Não gostava de surpresas. Odiava-as visceralmente. Odiava a ideia de ter de dissimular alegria espontânea ou singela compreensão, embora com o tempo se tenha tornado excelente nisso. Calcular tinha-a ajudado, ó Deus, todo o seu decaimento tinha-a tornado refinada nessa arte. A dor omnipresente tornara-a gradualmente uma mulher sagaz, ao contrário do que acontece às outras. As outras queixam-se, choram-lhe encima, contam-lhe segredos, revelam-lhe toda uma vida. Ela sorri-lhes, consola-as, percebe-as, profere-lhes frases de esperança e sabedoria oca. Vê-las a perder a dignidade, sentir o desdém que todos os lamentos lhe provocam, à sua maneira, traz-lhe conforto. Ela gosta dessa dose pontual de desespero alheio pois subliminarmente isso valida a equação que resolveu há uns anos: a vida é uma história sem moral. Encostara o ouvido à porta de entrada do seu 1º esquerdo. Naquele prédio, desprovido de elevador, os passos nos degraus de moleanos causavam um ritmo muito distinto que ela auscultava até que ele parasse em estrondo com o bater da porta da rua. Não que lhe fizesse especial diferença, era apenas um hábito. Da mesma forma que calculara grande parte da vida a dimensão dos pontos nos mais diversos tecidos, calculava sempre que podia o que acontecia à sua volta.
Ao sair, trancou a porta com grau de força que os ossos lhe permitiam. O impacto da porta com a aduela ouviu-se pelo prédio, parecendo-lhe criar uma pequena agitação algures, dando-lhe a sensação de que não estava sozinha. O som devolvido em eco parecia não ser aquele a que este lugar comum lhe habituara. Enquanto a chave fazia o canhão da fechadura mover-se olhava para dentro, atenta a uma memória do passado, uma memória guardada num lugar estranho tornado comum. Endireitou o pescoço, e de pálpebras fechadas, encheu o peito de ar e exalou silenciosamente. Ao abri-los novamente teria a certeza que a memória já estaria longe.
Foi então que ao descer o primeiro lanço de escadas se deparou com ela, a surpresa.
"Olá dona Dora! Como está?!" - num segundo muito improvisado, tentou calcular a presença dela ali. A vizinha de cima, a jovem com beleza de flor primaveril (que ela admirava em inveja), agraciava-a com o banal cumprimento cândido e jovial. Esta era, contudo, uma daquelas alturas em que a audição era claramente contrariada pela imagem. Ao olhá-la, vira naqueles olhos castanhos escuros algo de negro. Tinha claramente estado a chorar, ali, sozinha. E o motivo para o choro era verdadeiro, denso e derradeiro. Sabe há muito que só está ao alcance de poucos conseguir que o som descole da imagem fria e árida que atormenta a alma. Preparou-se.
"Olá Sofia! Vou andando minha filha... vou andando!" - disse esquivando-se e, curiosa com aquele olhar, perguntou-lhe num tom apaziguador cujo alcance conhecia bem - "Que fazes tu aqui sentada? Está tudo bem? Passa-se alguma coisa, minha flor?" Ela respondeu soltando uma gargalhada nervosa e voltando a si "...nada que não se resolva..." - aplicando agora um riso composto, em que o som e a imagem mantinham a distância coerente, acrescentando com um laivo sombrio - "...embora eu ainda não saiba como, mas pronto!" "Minha filha, há sempre uma solução... por vezes o nosso coração atrapalha, outras vezes é a nossa cabecinha... mas o que não falta para aí são soluções" – Dora resolveu-se a tentar adivinhar ali uma crise conjugal. "Se fosse assim tão simples…" - disse-lhe Sofia, desviando o olhar - "...não tenho bem a certeza de que enfeitar aquilo que me assola resolva alguma coisa..." - movendo suavemente a cabeça e devolvendo um olhar de afirmação numa cara sorridente - "...é bem capaz de deixar tudo pior". “Desculpe, perdi-me aqui um bocadinho… talvez não seja uma desculpa decente, mas isto é defeito e feitio ao mesmo tempo” refere Sofia, em tristeza e percebendo em si uma ingratidão. “Vejo-te nervosa minha filha…quando estamos nervosas não dizemos o que queremos… É o nervosismo a falar! E quando é ele a falar a razão deixa de ouvir”
“Sim, tem razão! Estou nervosa e tenho de me acalmar…” “…não há nada que não se resolva minha filha! Todos temos dias, períodos maus, e nessas alturas queremos muito que venha até nós uma solução. Deus! Nessas alturas imaginamos tudo, pensamos em tudo e no fundo não adiantamos nada.” Cadenciando o tom, de forma a tatear a verdade antes de a ouvir, acrescentou: “Eu não sei o que se passa contigo … Mas sei que se deixas o nervoso falar muito ele vai-te consumir. Tu és inteligente, não precisas de conselhos de uma velha, tu já sabes bem aquilo que te estou a contar…” acaba enviando um sorriso empático. “Dona Dora, obrigado, do coração, obrigado! Mas a minha situação é mesmo muito complicada…Não é como se me saísse a rifa na quermesse do bairro e subitamente tudo ficasse bem…” Dora ri-se, sabe que quando a vida escurece o humor fica paradoxalmente melhor “Desculpa rir-me minha filha! Lembras-me quando tinha a tua idade e todos problemas pareciam os Caretos do entrudo…Não o são! Aliás todos os problemas têm as suas virtudes mascaradas, nós é que temos de ser corajosas … enfrentá-los e a máscara acaba por cair. Porque já não há razão para ela existir, percebes? “Eu… eu nem sei o que é um careto, nem um entrudo, e neste momento ver virtudes nos meus problemas? Não me parece…” "Mas olha que elas estão lá." "Explique-me então onde está a virtude em ter crescido com um pai bêbado e frustrado com tendência para a violência.... E melhor, como se isso só por si não fosse já matéria para traumas,… Explique-me onde está ela quando vejo a pessoa de quem gosto, e que por acaso me salvou dessa situação. A pessoa que me deu a mão e que amo, estar a desistir da relação...que no fundo é a única coisa que tenho." Raiva, desalento e uma fixação que lhe condiciona a sua verdadeira liberdade é o que Dora vê. Pensando para si que Sofia tem de perceber o básico sobre a condição humana: o amor é a jarra de flores numa casa a cair. Sendo que neste caso, vê com clareza que, mesmo com as rachas aumentarem, as flores são demasiado importantes para Sofia. “Quando eu o vejo, vezes e vezes, a começar a rejeitar-me, a chegar tarde a casa...merda! a não querer estar comigo. Onde é que eu vou ver a virtude? Desculpe Dona Dora, mas não há virtude aqui, e eu sei que a senhora com toda a certeza terá a sua história e quer ajudar-me mas... mas é impossível!” “Uma coisa eu sei… eu não vivo sem ele e não vou estar a abdicar de parte de mim. Quero-o no nosso mundo, um mundo onde aquilo que é ruim murcha depressa, o mundo onde ele é tudo para mim e eu sou… tudo para ele” Sofia começa a revelar toda a sua instabilidade. Instabilidade que Dora, como mulher, conhece bem. O que Sofia parece não saber é aquilo que Dora se resolve a ensinar: uma mulher deve existir tendo as suas emoções como ferramentas e não ser uma ferramenta das suas emoções. “Minha filha… em tempos também eu tive alguém. E esse alguém era tudo para mim, e a vida era realmente bonita ao lado dele” – Dora olha para luz descendente da caixa de escadas do prédio. “Contudo as pessoas mudam, e a mudança traz muitas vezes dor…e se há dor e nos faz mal então o que interessa é o momento, de que valem as memórias?”
Sofia escutava atentamente, enquanto Dora falava com calma de voz decidida e contundente. “Um dia, esse meu amor, disse-me: que tinha tido com duma outra mulher um filho que nunca conhecera e que pretendia deixar-lhe o que tinha em testamento…” “Bem vês que o medo da justiça divina só se sente quando se está perto da morte…E até lhe concedo isso…Contudo, em ironia, ele acabou por morrer precisamente no dia em que se iria encontrar com o advogado para tratar do testamento”. “Sofia minha filha…” Dora passa as mãos pelo pedra dos degraus “ Caiu precisamente nestas escadas e morreu…” “Não é suposto o amor matar-nos… se fosse ele não estava morto” “Como assim, Dona Dora??” pergunta agora Sofia, para alguém que não está ali. “…Desculpa minha filha, não me estou a sentir muito bem. Ia sair, mas acho que vou voltar para casa e deitar-me” “Quer ajuda?” “Não minha filha, nesta vida ajuda quem pode…e tu tens as tuas coisas para resolver”
Dora, encontra-se desarmada, esteve muito perto de confessar. Nunca tinha estado tão perto. Não percebia se era solidão ou empatia ou mesmo identificação com Sofia. Rodou o canhão da fechadura e entrou, desejando novamente “tudo de bom” a Sofia antes de fechar a porta.
Já em casa, ajusta levemente o napperon, pega na foto de casamento, e diz para si baixinho: “aquele empurrão serviu-nos aos dois…não é, meu amor?”
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2019.04.26 19:34 jogaforalogo12 Estou cansado de ser "pai" da minha namorada

vai ser um pouco longo. espero que tenham paciência.

Minha namorada é mais velha do que eu. Um ano só, mas é. Apesar disso, ela é meio imatura e isso tá começando a francamente me dar nos nervos.

Ela é péssima com dinheiro, gasta todos os dias comprando lanche (fast food, sempre) e andando de Uber sem ter condição pra isso. Ela ganha salário mínimo e tem que pedir dinheiro pros pais pra fechar as contas, e ultimamente deu pra pedir pra mim também (eu ajudei, mas já deixei claro que não pode ser habitual), além de já ter dívidas com bancos. No final do ano passado viajamos e eu paguei praticamente tudo, porque ela não tem grana. Além disso ela se alimenta super mal, eu tenho que praticamente a forçar a tomar água em vez de refrigerante e a comer uma mísera alface de vez em quando.

Ela vive reclamando de coisas que estão ao alcance dela mudar. De estar acima do peso, sendo que não se exercita e a dieta dela é praticamente só porcaria. De não ter dinheiro pra nada. De não ter se formado ainda, sendo que trancou o ano passado todinho por "não ter cabeça" pra faculdade. Eu acho que ela teve alguma forma de depressão, mas pergunta se foi procurar um psicólogo, apesar de eu estar sempre incentivando e por vezes praticamente implorando? Claro que não. Se me lembro bem, ela me disse até que seria um sinal de fraqueza

Eu amo essa mulher com toda a minha alma, de verdade. Estamos a dois anos juntos e foram os melhores da minha vida. Ela é linda, hilária, inteligente... mas também é imatura e preguiçosa. Antigamente eu era capaz de ficar horas tentando animar e incentivar ela, e até notei melhoras (ela arranjou emprego e voltou pra faculdade esse ano), mas hoje em dia quando ela vem reclamar das mesmas coisas eu tenho pouca paciência, admito. Parece que me esgotei. Não sei se estou sendo chato e impaciente, e esse é o meu primeiro relacionamento... mas sei lá. Não sei se temos futuro, não sei se consigo esperar ela amadurecer e começar a tomar atitudes. Sou bem consciente que amor não basta pra um namoro dar certo, apesar de amor ser algo que não nos falta.
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2018.12.17 04:13 Mewrewcio Sally Face Capítulos 1-3 Resumido para Livestream

TE AMO CELLBIT, OI LIVE <3

(adicionei uma parte a mais nos extras)

- CHAPTER 1 - VIZINHOS ESTRANHOS

Sally face chega em Addison apartments, conhece seus amigos e ocorre um assasinato( morte de Stacy Holmes). Sally tenta descobrir quem é o assasino e descobreque o assasino era um homem chamado Chad ( Charley Mansfield ) // Ele gostava de Pôneis
Após isso, Sally descobre que Chad foi apenas manipulado por um demônio, e que havia algo maior
Sally está sendo questionado, por um psicólogo( Dr. Enon ), descobrimos que Sal, com 25 anos, está sendo preso por Assasinato. O Psicólogo avalia Sal e pergunta por que cometeu seus crimes, sem uma resposta clara de Sal.

- CHAPTER 2 - DESTROÇADO

Sal está num parque com sua mãe, porém, após Sal ir brincar com um cachorro, ele ataca Sal, e fere Gravemente o rosto de Sal.Após isso o cachorro, sem provas, é alegado ter matado a mãe de Sal, porém, o cachorro nunca foi encontrado.
Sal diz ter certeza que não era um cachorro, e sim um homem.
Sally face, procurando desvendar os enigmas dos apartamentos, com seus amigos, cria um gameboy pra descobrir segredos do lugar. Sally encontra vários espíritos, e descobre que havia uma maldição e um culto( The Devourers of God ) nos apartamentos Addison, e que todos ali estavam amaldiçoados, Sally também descobre que o pai de larry teve que deixar sua familia por causa do demonio no apartamento.
Sally Face convence Dr. Enon a ir investigar os Addison apartments, porém, ao Psicologo subir na casa da árvore, encontra o espírito de Larry, ele cai da casa e quebra o pescoço, morrendo instantaneamente.

- CHAPTER 3 - O INCIDENTE DA MORTADELA

Sally, na escola, com seus amigos, se indaga do gosto da Mortadela, que seus amigos tanto adoram. Quando vão atrás de provedora da mortadela, encontram um homem ( Mr. Packerton ), preso em fraldas, pedindo para sally mata-lo, então Sal o mata, libertando o homem. Sally tambem descobre um armazém secreto onde a mulher guardava corpos de humanos sem ossos, utilizados para fazer a Mortadela.
Após isso, após investigar mais os apartamentos, Sally encontra uma passagem para um Templo em baixo dos apartamentos, onde os membros do culto operavam, e investigando, Sal encontra inúmeros ossos de Humanos, provando que algo errado ocorreu ali. Depois de resolver enigmas, Sal e seus amigos saem do templo facilmente.
Sally conta a história da Mortadela numa entrevista, onde milhares de pessoas o assistem, onde descobrimos que Ashley (crush do Sal) estava testemunhando contra ele no tribunal. Também vemos que Todd (Ruivo Inventor ) havia um demônio dentro de si.

(EXTRAS IMPORTANTES)



FEITO POR MEWREWCIO


Foi mal pedir sub, sei que não é fácil assim, e eu tenho que fazer as coisas por amor, e não com intenção de ganhar sub.
Thanks Cellbit.

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2018.09.07 06:31 macsleao Confusão com um grupo de pessoas agitadas, fiquei sendo eu o errado, segundo a polícia.

Olá,

Sou morador de Coimbra e hoje aconteceu-me o sucedido. Fui sozinho ao cinema assistir um filme de terror ao Fórum, só por que sim, uma vez lá, já depois de o filme estar a correr a uns bons 15 minutos, um grupo de raparigas, que suponho tenham entre os 12-17 anos, acompanhadas da mãe e mais alguns adultos chegaram, eram bem barulhentos e falavam como se não houvesse mais ninguém na sala além deles, a sala estava cheia. Durante o filme, precisei, ir duas vezes reclamar para o gerente, sendo que, no clímax do filme, as raparigas (novas) estavam a falar muito alto, e a mandar calar as outras pessoas que as mandavam calar...
Tendo o filme acabado, esta "manada" de gente me cercou e começou a proferir insultos a minha pessoa e a minha nacionalidade (Brasileira), sendo que o homem mais velho tentou me intimidar, chegando mais perto de mim e me olhando com cara de cachorro sem dono, não me intimidei e, como estavam a me chingar, resolvi sacar o telefone e começar a gravar tais injúrias, não tive tempo para tal, o homem que tentou me intimidar antes me agarrou pelos braços e começou a me arrastar, enquanto a mulher mais velha, mãe de alguma das raparigas, me rasgou o casaco, e o senhor que me estava a segurar me estava a empurrar e a apertar meus pulsos, me exaltei e fiz de tudo para que ele me soltasse, no entanto, em momento nenhum o agredi, neste tempo todo, a mulher mais velha esteve a tentar me bater e a tomar o telefone da minha mão.
Uma vez que os seguranças chegaram para me separar, me seguraram pelos braços e me escoltaram para um local seguro, neste meio tempo, o homem "intimidador" me acertou um soco no lábio. As mulheres mais velhas deste grupo começaram a dizer que sou pedófilo por estar a gravar um vídeo de meninas menores (Não gravei vídeo delas, nenhum rosto apareceu, irei explicar este ponto mais tarde).
A Polícia foi chamada, e neste meio tempo, estive a relatar o acontecido a um amigo pelo WhatsApp. Atenção a um fato, pois vou voltar nele mais tarde: Quando a polícia chegou (6-7 agentes), tirei um foto orientada para o chão, que pegou apenas parte das botas de dois deles e mandei ao WhatsApp para o meu amigo dizendo "A polícia chegou".
Nos identificamos, eu, o agressor e a senhora que me rasgou o casaco.
Decidi por livre e espontânea vontade e iniciativa entregar o meu celular ao policial, com os vídeos, e permiti a ele olhar o meu messenger e WhatsApp para averiguar as acusações das senhoras de que eu estava a produzir conteúdo de pedofilia.
E agora começa a parte mais interessante: No vídeo, não aparece o rosto de ninguém, tudo o que filmei foi um vídeo de menos de um minuto, enquanto o homem me estava a segurar os pulsos, e apareceu o corpo de uma das raparigas, que estava, por sinal, bem a vista de todos.
O policial começou a me dar uma dura, na frente de todos, dizendo que eu não poderia fazer isto, que eu estava errado, com comentários do seguinte calibre "mas que caralho você está fazendo", falando alto comigo, como se eu estivesse errado. Quando ele viu a foto que mandei da bota dos policiais, ele olhou pra mim e disse "mas que caralho é isso, estás a pensar o quê, estás a se esticar", a falar num tom extremamente agressivo para mim, eu me defendi, disse que estava apenas a tentar comprovar os insultos que sofri, que não gravei nem publiquei a imagem de ninguém (a imagem da rapariga que apareceu no vídeo não incluía o rosto), que a foto que tirei foi das botas do agente apenas, no entanto, o agente que estava a falar comigo estava convencido a me dar uma dura e a me fazer sentir como uma péssima pessoa, um pedófilo que grava vídeos de raparigas pelo fórum.
O pior aconteceu quando, numa das minhas argumentações com o agente que me estava a repreender (em excesso, penso eu), um dos agentes disse "aqui o que vale são as leis de Portugal, aqui não é o Brasil" e "Volta para o seu país". Ora, fiquei pasmo ao ver que, um agente, na sua autoridade como representante do Estado Português, profira esse tipo de comentário xenófobo no exercício de sua função. Ao ver que eu não iria apenas ficar ouvindo falar e aceitar em mim a imagem que quisessem pintar de mim, o policial que me estava a repreender diminuiu o tom de discurso, mas continuou a falar alto (o que ele diz que é voz grossa, talvez em contrapartida ao meu tom de voz mais suave).
É de ressaltar que, dos 6-7 policiais que ali estavam, tive problemas com dois, os outros ficaram quietos ou apenas tentaram apoiar os outros policiais. Como conheço um dos policiais devido a uma ocorrência em que eu e outros vizinhos pedimos para que fossem retirados alguns drogados que estavam a se injetar em local publico, onde passam crianças, pedi boleia a estes para a baixa, pelo que o policial que me repreendeu insinuou que, já que eu "tenho" (dinheiro?), que chame táxi, papá ou o que fosse. Não tenho dinheiro, nem papá, trabalhei e estudei muito para fazer dois cursos superiores, passei por muitos problemas e, mesmo que tivesse dinheiro e papá, isso não deveria ser problema para ninguém.

Enfim, gostaria de perguntar a opinião sincera de pessoas sensatas quanto ao ocorrido, estou errado? Agi mal? Fui injustiçado? Os policiais agiram bem? E os comentários xenófobos, estão bem? Pode isso? O vídeo constitui crime? Devo pedir desculpas? Devem pedir desculpas a mim?

Gostaria de obter todas as impressões possíveis.

Muito obrigado pela paciência,
MacSLeao

PS: Me sinto injuriado e caluniado por ter sido feita a insinuação, por parte de um dos policiais de que, como o corpo da rapariga aparece no vídeo, mesmo sem identificação, isso faz de mim um pedófilo.
PS2: Estou em Portugal a 8 anos, apesar de ter demorado a me enquadrar, fiz aqui amigos para a vida, amo Portugal.

Edit1 - Correção do título "Confusão com um grupo de pessoas agitadas, fiquei sendo eu o errado, segundo o policial."


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2016.07.31 00:32 o_humanista FLUSSER E A LIBERDADE DE PENSAR ou Flusser e uma certa geração 60.

"Nasci em Praga em 1920 e meus antepassados parecem ter habitado a “Cidade Dourada” por mais de mil anos. Sou judeu e a sentença “o ano vindouro em Jerusalém” acompanhou toda a minha mocidade. Fui educado na cultura alemã e dela participo há vários anos. Embora minha passagem por Londres em 1940 tenha sido relativamente curta, ocorreu em época de vida em que a mente se forma de modo definitivo. Engajei-me, durante a maior parte da minha vida, na tentativa de sintetizar a cultura brasileira, a partir de culturemas ocidentais, levantinos, africanos, indígenas e extremo-ocidentais (e isso continua a fascinar-me). Atualmente moro em Robion, sul da França, integrando-me no tecido de aldeia provençal cujas origens se perdem na bruma do passado".
Este é o Flusser que conheço (e aprendi a conhecer) ao longo de espaços e tempos os mais descontínuos. Figura humana impressionante, dessas que causam impressão de matriz em nossos núcleos pessoais. Mesmo não havendo empatia, no primeiro ou nos encontros subseqüentes, jamais se fica neutro. Flusser ama o desafio, o “corpo a corpo” intelectual provocando-o mesmo, quase como a um gesto iniciático. E que venham as críticas, elogiosas ou não, tanto faz! “Um marco na cultura alemã”; “Um desrespeito filosófico, de Platão a Wittgenstein”: as duas críticas diametralmente opostas lhe foram dirigidas por ocasião de um seminário em Hamburgo sobre seu livro 'Para uma filosofia da fotografia'. Flusser relata a cena com a melhor das gargalhadas – traço personalíssimo do caráter desse autêntico homo ludens, um Macunaíma judeu-tcheco-paulistano. Em sua última passagem por São Paulo, a convite da 18ª Bienal para proferir palestras, ouvi-o falar sobre seu tema atual: texto/imagem. As sentenças, destiladas pelo “rigor da razão-e-da-paixão” (como Flusser, poucos conseguem amalgamar), eram como chicotadas, querendo sacudir-nos da letargia a que nos condena uma época ruidosa; querendo incomodar, para que não se tenha a ilusão de não sermos responsáveis e que o pensar e repensar tudo não vale mais a pena. Mas aquelas sentenças queriam também abraçar, atrair novos e mais parceiros ao diálogo. Flusser sempre faz pensar. E pensar dói. Pois continua o mesmo, esse nosso amigo, escritor, filósofo, engajando-se para fazer da reflexão alimento de primeira necessidade, gesto corporal do ser, prazer erótico. Não há dúvida que, para ele, o homem total é o ser pensante.
"Participo da desconfiança em analogias que tendem rapidamente a se transformarem em metáforas, isto é, transferências de raciocínio adequado a um dado contexto para contexto inapropriado. No entanto, nada captaremos sem modelo. De modo que todo modelo deve, primeiro, procurar pescar o problema, e depois, procurar modificar-se, ou em certos casos, ser jogado fora. (...) O dever de gente como nós, é engajar-se contra a ideologização e em favor da dúvida diante do mundo, que, de fato, é complexo e não simplificável. Engajamento difícil, por certo, mas nem por isto, apolítico. Para nós, Polis é a elite decisória e não a tal massa".
A intenção que move este relato, que se quer subjetivo, é possibilitar um testemunho humano – não mais que isso – da vívida presença entre nós, geralmente incompreendida, super-sub-estimada, deste que é, por muitos, considerado “o genuíno filósofo brasileiro”-, já que falar de sua obra é tarefa que exigiria plena desenvoltura no percurso de seu controvertido pensamento. Se o faço, é certamente apoiada pelo afeto, mas sobretudo por um tipo de engajamento. Publicar Flusser, no Brasil, é questão de honestidade, simples reconhecimento do valor de suas reflexões. Mas falar sobre a pessoa de Flusser é, talvez, querer ir mais longe, penetrar floresta escura, já invadindo quem sabe espaço transpessoal.
"Aprendi o seguinte: ao nascer fui jogado em tecido que me prendeu a pessoas. Não escolhi tal tecido. Ao viver, e sobretudo ao migrar, teci eu próprio fios que me prendem a pessoas e fiz em colaboração com tais pessoas. “Criei” amores e amizades (e ódios e antagonismos); é por tais fios que sou responsável. O patriotismo é nefasto porque assume e glorifica os fios impostos e menospreza os fios criados. Por certo: os fios impostos podem ser elaborados para se tornarem criados. Mas o que importa é isto: não sou responsável por meus laços familiais ou de vizinhança, mas por meus amigos e pela mulher que amo. Quanto aos fios que prendem as pessoas, tenho duas experiências opostas. Todas as pessoas às quais fui ligado em Praga morreram. Todas. Os judeus nos campos, os tchecos na resistência, os alemães em Stalingrado. As pessoas às quais fui ligado (e continuo ligado) em São Paulo, em sua maioria, continuam vivas. Embora, pois, Praga tenha sido mais “misteriosa” que São Paulo, o nó górdio cortado foi macabramente mais fácil".
Quando o conhecemos – refiro-me a um grupo de jovens universitários dos anos 60, geração que cultivava um jeito de vivenciar intelectualmente a sua angustia e cuja ironia não havia ainda descambado para o deboche–, estávamos todos submersos no grande vazio que é a busca de sentido. Flusser, estrangeiro no mundo, apátrida por excelência, assistia a tudo, promovendo tudo. Mas entre o seu engajamento na cultura brasileira e o nosso destacar-se do pano de fundo habitual-nativo, uma sutil dialética se estabelecerá.
"Nós os migrantes, somos janelas através das quais os nativos podem ver o mundo".
Seria ele, para nós, esta janela?
"Mistério mais profundo que o da pátria geográfica é o que cerca o outro. A pátria do apátrida é o outro".
Seríamos nós, para ele, esta pátria? Nós, jovens daquela geração niilista, vivenciávamos a saga de uma época em que, após ter aplaudido o célebre protesto de estudantes na Europa, nada passava mais a ter significado. Os anos 60, se de um lado traziam marcas como a rebeldia dos Beatles, a revelação do sexo, e a partir daí, o culto ao amor livre do movimento hippie e a escalada social do bissexualismo; o fracasso da potência americana no Vietnã, onde a inteligência venceu as armas, num combate que utilizou cobras, abelhas e bambus; toda uma poesia desordenada e todo um desencanto às coisas e aos valores estabelecidos, por um lado, deixou farrapos de um derradeiro “romantismo”: desejo da mão jovem querendo reconstruir o mundo e impedida pelos velhos (como sempre foi); o olhar do mundo culto e politizado para o primeiro movimento de objetivos definidos na América, ao som do slogan “cubanos si, yankees no”; a resposta de uma “geração triste” que começava a se redimir pela música e a poesia (“Tropicália” e os “Novíssimos”, apenas para citar alguns). No campo da Filosofia, Sartre, Camus e demais existencialistas marcavam a juventude intelectual brasileira, embora a grande maioria não tivesse acesso a tudo isso. O escritor Jorge Medauar é quem diz: “O Brasil não tem linha filosófica definida porque não tem pensadores”. Nosso grupo, porém, era privilegiado: freqüentávamos a casa de Flusser. Lá se canalizavam os turbilhões, ventos e brisas do mundo filosófico, em tertúlias que se alongavam por sábados e domingos, e quantas vezes não éramos surpreendidos por Guimarães Rosa, Samson Flexor, Vicente Ferreira da Silva! Flusser foi se revelando professor, cercado por aqueles moços e moças, de modo doméstico e peripatético (embora sempre sentado em sua cadeira no jardim-de-inverno, nos fundos daquela casa, no Jardim América) envolto às fumaças de seu cachimbo inseparável. Não há como apagar os primeiros passos na filosofia ensinada, transmitida assim... Paideia construída pelo con-viver, em chão de concretude, por um “modelo” vivo de existência. Tudo isso plasmou as nossas mentes, interagindo hoje na circunstância em que vivemos. Caso clássico de influência poderosa de patriarca intelectual – não faltará quem o diga. Alguns, não suportando o peso de tamanha in-formação, hoje o renegam e se refugiam nos cantos matreiros do inconsciente, omitindo-se ao confronto. Não lembraria Flusser, em certo aspecto, a personalidade de Freud? Como ele – subversivo, judeu, emigrado – também não foi aceito pelo establishment acadêmico, criando afetos, desafetos e uma fieira de pupilos dolorosamente estigmatizados. Ao longo dos trinta e um anos em que viveu na circunstancialidade brasileira, Flusser desenvolveu seu modo de pensar com um vigor e originalidade que cunham um de seus traços inconfundíveis – o que lhe valeu imagem mitificada, e até certo ponto, desconcertante para certos eruditos, que, tantas vezes, com ele se digladiaram. Como Nietzsche, Kierkegaard e tantos outros, Flusser não se propôs a construir um sistema filosófico. Seu pensamento é um fluir generoso que se vai tecendo fora de velhas ou modernas malhas, dentro da urdidura fundante que é a linguagem – “morada do ser”, como a nomeia Heidegger. Seu mergulho nas correntes da Fenomenologia levou-o à Filosofia da Linguagem, seu campo predileto, ao qual dedicou vários ensaios, livros e cursos. Chegou até a criar uma coluna em jornal (“Posto Zero” na Folha de São Paulo, de 1969 a 1971), onde fazia uma espécie de análise fenomenológica do cotidiano brasileiro. Quando escreve, e o faz como quem respira o ar fresco das manhãs, Flusser traduz e retraduz o mesmo texto para as línguas que domina: alemão, inglês, português, francês.
"Sinto-me abrigado por, pelo menos, quatro línguas, e isto se reflete no meu trabalho, uma das razões pelas quais me interesso pelos fenômenos da comunicação humana. Reflito sobre os abismos que separam os homens e as pontes que atravessam tais abismos, porque flutuo, eu próprio, por cima deles. De modo que a transcendência das pátrias é minha vivência concreta, meu trabalho cotidiano e o tema das reflexões às quais me dedico".
Max Planck, em sua biografia, diz que para haver uma idéia original são necessárias duas condições: que o “criador” esteja livre e que morra toda uma geração, porque apenas a seguinte poderá compreendê-la. Os contemporâneos estão comprometidos e escravizados, por isso se assustam com o novo. Eis, numa palavra, o pecado de Flusser: pensar o novo e, para tanto, estar livre. Qualquer pessoa que entra em contato com suas idéias percebe o quão ligadas estão ligadas com o que acontece à sua volta. Não se pode delimitar as bases de seu pensamento, porque ele está constantemente correlacionado a fatos, não importa de que natureza. A aguda capacidade de observar o mundo e captar a atualidade, filtrando a ambos pelos conceitos clássicos e construindo os seus próprios conceitos, tornam Vilém Flusser o pensador para a época “pós-histórica” que atravessamos. É precisamente a consonância entre observação dos fatos e sua resultante reflexão que nos dá a sensação do verdadeiro. Mas, para que tal sensação conduza à verdade, o que ainda nos falta? Aqui transcrevo pergunta feita ao psicanalista Isaías Kirschbaum, que após driblar com mestria: la reponse est la mort de la question...(que analista, afinal, não tem necessariamente de ser filósofo...) assim respondeu: “Consenso é que dá cunho de verdade”. Daí, minha indagação: teria sido o meio cultural brasileiro – e o paulistano em particular – propício à formação de um consenso ao pensamento flusseriano, consenso que, por sua vez, teria de ser o fruto maduro de exercícios de crítica responsável e consciente por parte da comunidade pensante?
"Migrar é situação criativa, mas dolorosa. Toda uma literatura trata da relação entre criatividade e sofrimento. Quem abandona a pátria (por necessidade ou decisão, e as duas são dificilmente separáveis), sofre. Porque mil fios o ligam à pátria, e quando estes são amputados, é como se intervenção cirúrgica tenha sido operada. Quando fui expulso de Praga (ou quando tomei a decisão corajosa de fugir), vivenciei o colapso do universo. É que confundi o meu intimo com o espaço lá fora. Sofri as dores dos fios amputados. Mas depois, na Londres dos primeiros anos da guerra, e com a premonição do horror dos campos, comecei a me dar conta de que tais dores não eram as de operação cirúrgica, mas de parto. Dei-me conta de que os fios cortados me tinham alimentado, e que estava sendo projetado para a liberdade. Fui tomado pela vertigem da liberdade, a qual se manifesta pela inversão da pergunta “livre de quê” em “livre para fazer o quê”. E assim somos todos os migrantes: seres tomados de vertigem".
Sei que Vilém Flusser tem algo a nos dizer. Algo para nos inquietar. Sejamos livres para ouvi-lo. E exerçamos com liberdade o direito de pensar.
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